A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está avaliando um pedido da Pfizer de usar as novas vacinas bivalentes contra a covid-19 como dose de reforço para crianças de 5 a 11 anos. Segundo informações do O GLOBO, a farmacêutica protocolou a autorização de uso emergencial para a faixa etária no último dia 29, uma semana após a agência autorizar a nova aplicação para todos a partir de 12 anos. 

Projetadas pela Pfizer para garantir maior proteção contra a variante Ômicron, o laboratório também cogita submeter um pedido para que as doses se estendam a bebês a partir de 6 meses. Em nota ao GLOBO, a Pfizer afirmou que está “trabalhando para encaminhar em breve à agência dados da vacina bivalente para uso na faixa etária de 6 meses a 4 anos”. A Pfizer destacou que o aval já foi concedido nos Estados Unidos para ambos os cenários. 

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As vacinas bivalentes são imunizantes da Pfizer atualizados para reforçar a proteção contra a Ômicron, cepa considerada de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e uma das que mais possui mutações e ramificações. A variante surgiu na África do Sul no final de 2021 e, por suas subvariantes, continua sendo a responsável por novas ondas de casos e internações. 

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Imagem: shutterstock

A Anvisa autorizou no início do mês a dose de reforço na faixa etária de 5 a 11 anos com a vacina tradicional, porém, o tema deve passar ainda pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) – ao mesmo tempo em que a Anvisa também avalia usar a versão bivalente para esse reforço. 

Também está em discussão a ampliação da vacina tradicional para todos os bebês a partir de 6 meses, e não apenas para aqueles com comorbidades. O tema está em consulta pública até quinta-feira (15), depois disso, volta ao gabinete da Conitec para ser avaliado. 

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