Em um sítio arqueológico do Marrocos, uma escavação revelou fósseis com cerca de 470 milhões de anos. Os achados se tratam de animais marinhos ancestrais dos artrópodes modernos. Eles foram encontrados em locais de Taichoute, um lugar totalmente desértico e que há milhões de anos atrás já esteve no fundo do oceano.

Os fósseis encontrados ainda não revelam muito sobre os animais marinhos e mais estudos ainda precisam ser realizados. O que se sabe é que eles chegavam até 2 metros de comprimento e dominavam os mares da época. Os vestígios encontrados apontam que esses animais possuíam grande importância no ecossistema. Eles eram animais nectônicos, ou seja, movimentam-se ativamente nos oceanos.

Alguns dos fosseis encontrados em Taichoute. [Imagem: Reprodução Saleh et al./Scientific Reports]

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O sítio arqueológico Folhelho de Fezouata

O local onde os fósseis foram encontrados pertence ao sítio arqueológico Folhelho de Fezouata. O sítio já foi responsável por outras descobertas diferentes de Taichoute. Os achados dos artrópodes gigantes são bem mais recentes do que os de outros locais do Fezouta. Os restos desses animais provavelmente possuem uma formação também muito diferente.

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“As carcaças foram transportadas para um ambiente marinho relativamente profundo por deslizamentos de terra subaquáticos, o que contrasta com as descobertas anteriores de preservação de carcaças em locais mais rasos, que foram soterrados por depósitos de tempestades”, disse Romain Vaucher, um dos responsáveis pela descoberta.

Algumas das espécies encontradas em Taichoute podem já ter sido catalogadas em outros locais do Fezouata, segundo os cientistas responsáveis pelas descobertas. Entretanto, sem nenhuma confirmação ainda, podem se tratar de espécies completamente novas.

Por causa desses e outros fósseis, o Folhelho de Fezouata do Marrocos foi considerado um dos 100 sítios arqueológicos mais importantes do mundo. No sítio arqueológico são encontrados rochas com restos sedimentados de animais, mas também exemplares super preservados que contam até com partes moles da espécie. Ele foi responsável por grande parte do conhecimento que temos sobre o início do período Ordoviciano e a evolução das espécies da época. 

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