A Meta divulgou que, desde 2017, ela já derrubou mais de 200 operações ilegais em suas redes sociais. Ela desabilitou contas e bloqueou infraestruturas operadas por fornecedores de spyware, um tipo de programa automático destinado a se infiltrar em sistemas de smartphones e computadores. No total, podemos contabilizar 70 países e 42 idiomas diferentes envolvidos nestes casos.

Foi possível achar estas atividades em diversos países, como China, Rússia, Israel, Estados Unidos e Índia. “A indústria global de vigilância contratada continua a crescer e visa pessoas indiscriminadamente, incluindo jornalistas, ativistas, litigantes e oposição política, para coletar informações, manipular e comprometer seus dispositivos e contas na Internet” disse a Meta em um relatório, segundo o The Hackers New

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Estas redes se envolvem em comportamento inautêntico coordenado (CIB), que é o uso de contas falsas e duplicadas para ter um maior alcance, originando-se em 68 países diferentes. Assim, mais de 100 nações teriam sido alvos destas contas, seja por usuários estrangeiros ou de seu próprio país. 

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Os três principais lugares onde as redes de CIB foram observadas durante um mesmo período, foram: Rússia, com 34 atividades, Irã com 29 e México com 13. Além do mais, uma rede iraniana, que foi interrompida pela Meta em abril de 2020, estava presente em 18 países diferentes simultaneamente, mostrando o escopo da interferência estrangeira nessas campanhas.  

Mark Zuckerberg
Rokas Tenys / Shutterstock.com

Foi divulgado também que o país mais frequente de sofrer ataques é o Estados Unidos, com 34 operações, seguido pela Ucrânia, que tem 20 e pelo Reino Unido, com 16. 

“Notavelmente, nossa primeira remoção e nossa 200ª remoção foram de redes CIB originárias da Rússia”, disseram Ben Nimmo e David Agranovich da Meta. “A última derrubada teve como alvo a Ucrânia e outros países da Europa.”

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