A Meta abriu um processo contra uma empresa de vigilância por ter supostamente criado mais de 38.000 contas falsas no Facebook com intuito de coletar dados de usuários. 

Em uma publicação no blog, a Meta alegou que a Voyager Labs é responsável por violar os termos de serviço da empresa por utilizar um software que realizou a coleta não autorizada de dados de contas do Facebook e Instagram. As informações obtidas incluem postagens, listas de amigos, fotos e comentários de usuários.

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(Imagem: Sergei Elagin/ Shutterstock)

A Meta informou que desativou mais de 60.000 contas e páginas do Facebook e Instagram que estavam relacionadas a Voyager, sendo que dessas cerca de 38.000 eram contas falsas, conforme relatado pela CNBC.

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“A Voyager usou um sistema diversificado de computadores e redes em diferentes países para ocultar sua atividade, inclusive quando a Meta submeteu as contas falsas a verificações. A Voyager não comprometeu o Facebook, em vez disso, usou contas falsas para obter informações publicamente visíveis”, diz a Meta em comunicado.

A Voyager Labs é uma empresa de softwares e produtos investigativos para obter informações sobre suspeitos de violação da lei. Existem diversas empresas como essa que buscam prever atividades criminosos através dessa coleta de dados.

De acordo com uma reportagem do The Guardian de 2021, a Voyager vendeu seus serviços para o Departamento de Polícia de Los Angeles.

De acordo com a Meta empresas como a Voyager violam os direitos civis das pessoas ao realizar a coleta de informações que as pessoas compartilham com sua comunidade, amigos e família.

“A conduta do réu não foi autorizada pela Meta e viola os termos do Facebook e do Instagram, bem como a lei da Califórnia”, diz o processo aberto no Tribunal Distrital do Distrito Norte da Califórnia.

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