A bicicleta elétrica é uma categoria de veículo sustentável que ganhou espaço no mercado e já é considerada um meio de transporte alternativo e funcional nas grandes cidades. Ainda assim, apesar do sucesso no exterior, o preço ainda é um obstáculo para a maioria dos consumidores brasileiros.

Para comprar uma e-bike simples no mercado nacional, por exemplo, é preciso gastar em média R$ 4 mil — quase três vezes o salário mínimo previsto para 2023 (R$ 1.380) —, um valor que ainda é muito restritivo. Confira alguns motivos que contribuem para essa realidade.

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Dólar alto 

Logo de cara, no caso de modelos importados ou que usam peças fabricadas em outros países, a cotação do dólar terá influência direta no valor final do produto. Por isso um modelo que custa US$ 499 nos Estados Unidos pode chegar ao Brasil custando muito mais caro, por exemplo.

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Bicicleta elétrica
Imagem: Halfpoint/Shutterstock

E os impostos?

A carga tributária também contribui bastante para o valor final dos produtos vendidos oficialmente no Brasil, já que a legislação nacional não coloca as e-bikes na mesma categoria das bicicletas convencionais, e sim na dos ciclomotores.

Mas o que isso significa? Na prática, isso que dizer que a mesma carga tributária aplicada sobre as motocicletas também vale para as bicicletas elétricas (Via: TwoDogs), ou seja:

  • Impostos referentes a importação: 20%;
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): 31,5%;
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): 9,65%;
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): 18%;
  • Programa Interação Social (PIS/PASEP): 2,1%.

No fim da linha, a soma de impostos pagos supera 80% do valor final de uma e-bike importada no Brasil.

Vale ressaltar que também não há um tipo de financiamento que facilite a compra por aqui. Geralmente, o que resta a fazer é apenas parcelar a compra no cartão (quando há limite disponível).

Como economizar?

Uma saída é tentar investir em modelo montados em solo nacional (ou quem sabe investir em kits menos caros que transformam qualquer bike em elétrica), no entanto, ainda assim as fabricantes dependem de muito material importado, como baterias e motores, por exemplo.

Apesar de tudo isso, é importante destacar que o segmento de bicicletas elétricas registrou alta no volume de produção em 2022 no Brasil. Segundo os dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), foram produzidas 10.847 e-bikes no ano passado, um salto de 5,4% se comparado ao ano anterior.

Imagem principal: Halfpoint/Shutterstock

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