Em um padrão crescente, os ataques cibernéticos atingiram novo recorde em 2022, conforme concluiu relatório anual da Trend Micro, empresa japonesa de cibersegurança. De acordo com estudo da companhia, 2022 registrou 146 bilhões de tentativas de golpe em todo o mundo, um recorde comparado aos 94 bilhões de incidentes em 2021. 

  • A diferença dos números de um ano para outro representa um aumento de 55% nos ataques; 
  • Segundo especialistas, a adoção de regimes híbridos ou de home office pelas empresas devido à pandemia da covid é a grande responsável pela mudança no cenário de ameaças; 

Leia mais! 

publicidade

Entre as principais ameaças bloqueadas em 2022 ficaram os golpes por e-mails e as URLs e Arquivos maliciosos. Em três anos, houve um aumento de 365% nos ataques para invadir contas corporativas — foram 253 milhões de registros em 2022, um recorde para a categoria. 

O golpe do falso CEO lidera o campo de ataques por e-mail. Conhecido também como Business Email Compromise (BEC), o golpe foca, na maioria das vezes, nas áreas de administração e finanças ao comprometer contas de e-mail corporativo.  

Ilustração de ciberataque
Ilustração de ciberataque. Créditos: solarseven/Shutterstock

Os BEC representam mais perdas para as empresas do que quaisquer outros tipos de golpes. O FBI fez um levantamento em que constatou que este tipo de fraude gerou um lucro de mais de US$ 43 bilhões para cibercriminosos entre 2019 e 2021. Saiba mais sobre a Fraude do CEO aqui!

Entre os países mais atingidos por esse tipo de fraude estão os Estados Unidos, Austrália, Canadá e Nova Zelândia. 

A diversificação do ransomware 

A pesquisa da Trend pontuou também que, embora os ataques de ransomware tenham diminuído, eles se tornaram mais sofisticados, portanto, mais perigosos. Foram 15,7 milhões de incidentes registrados em 2022 – 12% maior que 2021, mas bem menor que o nível de bilhões vistos em 2016. 

Distribuído antes massivamente, agora os ransomwares são direcionados com uma linguagem multiplataforma que é mais difícil de analisar e detectar por mecanismos antivírus. 

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!