Uma mulher dos Estados Unidos é a mais nova paciente que se curou do HIV. Dessa vez, isso foi possível com o transplante de células-tronco do cordão umbilical.

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Um estudo publicado na revista Cell detalha o caso e confirma que ela está sem o vírus em seu organismo, mesmo após 30 dias sem se medicar.

O tratamento contra o HIV

Nos pacientes de Berlim, Duesseldorf e Londres — casos já divulgados de cura do HIV —, o tratamento consistiu no transplante de células-tronco de um doador adulto, compatível e sem parentesco. Após meses, os três tiveram remissão do vírus e, depois de um tempo, foram considerados curados. Os três pacientes eram homens brancos.

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Na paciente de Nova York, a primeira mulher não branca a participar do tratamento, as células-tronco retiradas do cordão umbilical foram cruzadas com as de um doador compatível e com parentesco.

A paciente também tinha leucemia aguda, o que justificou esse tipo de tratamento. Segundo a especialista em doenças infecciosas da Universidade Johns Hopkins e participante do estudo Deborah Persaud, por ser um procedimento altamente invasivo, o transplante de células do cordão umbilical é usado em tratamentos simultâneos — nesse caso, do HIV e do câncer.

Além disso, a professora de Pediatria da UCLA (University of California, Los Angeles) Yvonne Bryson afirma que células-tronco da região estão disponíveis em menor quantidade e levam mais tempo para preencher o corpo da pessoa que passou pelo procedimento.

Resultado do tratamento contra HIV na paciente

  • Após o transplante, a paciente de Nova York permanece livre da leucemia há 55 meses.
  • Apesar de infecções durante o tratamento, ela não tem quadros relacionados ao HIV há 18 meses, o que indica uma remissão e possível cura.
  • Ela é a primeira pessoa a ser curada do HIV com células-tronco do cordão umbilical.
  • O paciente de Berlim, primeiro homem curado do HIV, faleceu por conta de uma leucemia aguda; sem evidência de rebote do vírus.
  • O paciente de Londres teve remissão após 18 meses e foi considerado curado do HIV após 30 meses sem sinais do vírus.

Com informações da Revista Cell.

Imagem: Yurchanka Siarhei/Shutterstock

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