Existem milhões de rochas orbitando nosso Sistema Solar, e algumas estão relativamente próximas da Terra. A NASA classifica asteroides como Objetos Próximos à Terra (NEOs) aqueles que estão a 50 milhões de quilômetros do planeta. Mas existe um subgrupo de rochas espaciais que são tão grandes e estão tão perto que podem realmente ser perigosas em algum momento..

Este subgrupo é conhecido como “asteroides potencialmente perigosos” (PHAs) ou “objetos potencialmente perigosos” (PHOs) e podem apresentar real perigo de colisão. 

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  • PHAs possuem mais de 140 metros de diâmetros;
  • A órbita deles podem chegar até 7,48 milhões que quilômetros do planeta, ou seja cerca de 20 vezes a distância da Terra e a Lua;
  • Caso eles adentrem a atmosfera terrestre sem queimar, eles podem causar danos generalizados, principalmente se caírem em áreas muito povoadas.

Atualmente, a NASA já catalogou cerca de 31 mil objetos próximos à Terra. A maioria dos NEOS são asteroides que durante a evolução do sistema solar tiveram suas órbitas alteradas, o que fez com eles saíssem do cinturão principal, entre Marte e Júpiter, e viessem para locais mais próximos do planeta. Cerca de metade deles possuem mais de 140 metros de diâmetro, mas apenas 2300 são potencialmente perigosos.

Para encontrar esses asteroides próximos à Terra, a NASA geralmente usa as lentes dos observatórios Catalina Sky Survey no Arizona ou o Infrared Telescope Facility no topo do vulcão Mauna Kea no Havaí. Além disso, ela também utiliza o telescópio espacial NEOWISE. Quando eles são descobertos, sua órbita é calculada para descobrir as chances de colisão com o planeta.

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Para determinar a trajetória que um asteroide faz no Sol, os cientistas precisam observar a rocha esocial várias vezes, levando em consideração seu tamanho, forma e outros fatores. Até então todos os objetos observados não apresentam riscos de colisão com a Terra pelo menos nos próximos 100 anos.

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Atualmente, os cientistas têm estudado formas de evitar possíveis colisões de asteroides com a Terra. A maior parte delas envolve alterar a órbita do objeto, e um teste realizado no ano passado, a missão DART, obteve sucesso.

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