Twitter enfrenta novas acusações de demissões ilegais em massa

Twitter enfrenta nova ação judicial acusando a empresa de demitir ilegalmente trabalhadores terceirizados sem aviso prévio
Ana Luiza Figueiredo04/04/2023 20h40
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Imagem: Michael Vi/Shutterstock
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O Twitter está enfrentando mais uma ação judicial que o acusa de demitir trabalhadores terceirizados sem aviso prévio, em violação de leis federais e estaduais dos EUA. A ação foi apresentada na terça-feira, 4 de abril, em um tribunal federal de San Francisco e é a mais recente de uma série de processos movidos contra a empresa por suas demissões em massa.

  • O Twitter é alvo de nova ação judicial acusando a empresa de demissões ilegais de trabalhadores terceirizados;
  • A ação coletiva alega que o Twitter violou a lei federal e estadual dos EUA, demitindo trabalhadores sem aviso prévio;
  • O Twitter já enfrentou cinco processos anteriores relacionados a demissões em massa;
  • As demissões foram realizadas como parte de uma medida de redução de custos após a aquisição da empresa por Elon Musk;
  • Advogados que representam os autores das ações buscam responsabilizar Musk pelas violações legais.

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De acordo com a ação coletiva, o Twitter demitiu vários trabalhadores empregados pela empresa de contratação TEKsystems sem os 60 dias de aviso prévio exigidos por lei, após a compra da empresa por Elon Musk em 2022. A ação também alega que o Twitter direcionou as demissões para trabalhadoras mulheres e discriminou funcionários com deficiência.

Este é o sexto processo movido contra o Twitter relacionado a demissões em massa. A empresa já negou quaisquer irregularidades nos casos anteriores.

Em novembro do ano passado, o Twitter demitiu cerca de metade de sua força de trabalho, ou cerca de 3.700 funcionários, como parte de uma medida de redução de custos após a aquisição pela empresa de Musk, que pagou US$ 44 bilhões pela plataforma de mídia social. Centenas de funcionários adicionais posteriormente renunciaram.

O Twitter e a TEKsystems, sediada em Maryland, foram nomeados como réus na ação judicial mais recente, mas ainda não comentaram o assunto, segundo a Reuters. Shannon Liss-Riordan, advogada que representa os autores em todos os casos, afirmou que está buscando responsabilizar Musk pelas violações legais e que já apresentou reclamações em nome de mais de 1.700 ex-funcionários e contratados do Twitter.

Liss-Riordan também representa trabalhadores que entraram com reclamações contra o Twitter em uma junta de trabalho dos EUA, alegando que foram demitidos por criticar a empresa, tentar organizar uma greve e outras condutas protegidas pela lei federal do trabalho.

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Ana Luiza Figueiredo é repórter do Olhar Digital. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi Roteirista na Blues Content, criando conteúdos para TV e internet.