Austrália anunciou nesta terça-feira (2) que irá proibir a importação e uso de vapes descartáveis (PODs) sem receita no país. Segundo o governo australiano, as novas regras visam coibir o uso recreativo e estreitar as leis sobre cigarros eletrônicos, visando frear o aumento alarmante do uso entre adolescentes

Resumo

  • Os vapes serão vendidos apenas em farmácias e exigirão embalagens do tipo “farmacêutica”; 
  • Os níveis de nicotina em aparelhos de cigarros eletrônicos também serão limitados; 
  • Estudos já comprovam que o uso de cigarros eletrônicos tem danos superiores aos causados pelo cigarro comum. Diante do aumento do uso para lazer, foram delineadas as novas regras. 

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O vape funciona aquecendo um líquido que contém essências e nicotina e o transformando em um vapor que os usuários inalam. As diferenças entre os vapes e PODs (gerações de cigarros eletrônicos) são designs, produção de vapor e quantidade de nicotina. Os PODs, considerados vapes mais atuais, entregam menos fumaça, mas um nível maior de nicotina, tornando-se mais viciante. 

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O governo pretende proibir todos os vapes descartáveis (PODs), que geralmente vêm em sabores frutados, proibir a importação de vapes sem receita e limitar os níveis de nicotina nos aparelhos, com o objetivo de limitar a venda e ajudar os fumantes a parar. 

Usuários de vape podem desenvolver câncer mais cedo 

Um estudo publicado na revista científica World Journal of Oncology no fim do ano passado descobriu que usuários de cigarro eletrônico podem ser diagnosticados com câncer quase 20 anos antes do que os fumantes convencionais. Segundo os dados, enquanto os que fumam cigarros tradicionais identificam a doença em média aos 63 anos, os adeptos do vape podem receber o diagnóstico bem antes, aos 45 anos.   

Assim como fizeram com o fumo, a Big Tobacco pegou outro produto viciante, embrulhou-o em uma embalagem brilhante e adicionou sabores para criar uma nova geração de viciados em nicotina. 

Mark Butler, Ministro da Saúde da Austrália, em discurso no National Press Club. 

Já faz alguns anos que os cigarros eletrônicos estão em ascensão na indústria do tabaco. Em 2021, por exemplo, a Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos Estados Unidos, pediu que fabricantes de cigarro eletrônico parassem de vender vape aromatizado devido à falta de evidência de que os equipamentos ajudam fumantes com o vício. 

Na época, o órgão disse que os benefícios para adultos não pareciam superar a “ameaça representada pelos bem documentados níveis alarmantes do uso juvenil”. 

Este é um produto voltado para nossas crianças, vendido junto com pirulitos e barras de chocolate. Vaping agora se tornou o problema comportamental número 1 nas escolas de ensino médio. E está se espalhando também nas escolas primárias. 

Mark Butler.

Com informações do G1 

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