A Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês) é um sistema hipotético capaz de realizar qualquer tarefa no mesmo nível que um ser humano. Para o primeiro investidor da DeepMind, porém, igualar IA e homem “é como dizer que vamos pular para a Lua”.

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A opinião do especialista

Em entrevista à CNBC, Humayun Sheikh afirmou que “demos um grande salto, mas ainda não chegamos à Lua”. Além disso, segundo ele, grandes modelos de linguagem como os desenvolvidos pela OpenAI são impressionantes, mas ainda estão “a anos-luz” da AGI.

Sheikh, que agora é cofundador da startup de blockchain Fetch.ai, ainda compara os dois tipos de IA à evolução do Google em relação ao Yahoo.

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Eles são muito limitados. Como você realmente os leva a fazer certas coisas, eles ainda estão em sua infância. Isso é muito: o Google ainda não nasceu, mas o Yahoo sim.

Humayun Sheikh

Contexto

  • Os comentários de Sheikh forram feitos quando a Alphabet, empresa controladora do Google, fundiu a DeepMind com a Google Brain, que é parte da divisão de pesquisa da big tech nos Estados Unidos.
  • A aquisição da startup foi feita por US$ 500 milhões em 2014.
  • Agora, o Google está correndo para alcançar e competir com o ChatGPT da Microsoft, além de outras companhias de tecnologia no campo da IA.
  • A empresa trabalha em seu próprio chatbot, o Bard.
  • Recentemente, a Microsoft tem feito ainda mais avanços, incluindo a incorporação dos modelos de linguagem do chatbot ao navegador Bing e outros produtos.

IA a nível humano?

No início desta semana, outro fundador da DeepMind, Demis Hassabis, disse ao Wall Street Journal que alguma forma de AGI pode ser possível “nos próximos anos”.

Para Sheikh, um dos pontos centrais dessa inovação deve ser a ética por trás da IA, bem como os limites da AGI para que “não saia do controle”.

Uma das primeiras coisas que ele sempre trouxe foi: como controlamos isso? Como colocamos esse limite em volta e garantimos que a IA não saia do controle?

Humayun Sheikh

Com informações de CNBC e Wall Street Journal

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