A China registrou seu primeiro caso criminal de fake news criadas com o ChatGPT, chatbot de IA da OpenAI. Segundo informações da CNN, um homem elaborou notícias falsas sobre um acidente de trem e espalhou pela internet com a ajuda da plataforma, faturando com os acessos. 

  • Acidentes de trem são um tema delicado na China desde 2011, quando ocorreu a colisão fatal entre trens-bala na província de Zhejiang — ao menos 40 pessoas morreram e as declarações do ministério ferroviário não convenceram muito, causando revolta na população; 
  • O artigo com a notícia falsa sobre um novo acidente de trem teve 15 mil acessos; 
  • O suspeito de articular a fake news, de sobrenome Hong, foi interrogado na cidade de Dongguan, no sul da província de Guangdong, em 5 de maio. Ele foi preso em seguida. 

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Hong usou a tecnologia moderna para fabricar informações falsas, espalhando-as na internet, que foram amplamente divulgadas. Seu comportamento consistia em provocar brigas e problemas.  

Polícia de Gansu, na China, em comunicado oficial. 

A polícia chinesa destacou que a prisão foi a primeira no país desde que a Administração do Ciberespaço aprovou novos regulamentos para controlar o uso de deep fakes. 

A nova legislação proíbe os usuários de gerar conteúdo falso sobre tópicos já proibidos pelas leis de internet da China. Ela também descreve os procedimentos de remoção de conteúdo considerado falso ou prejudicial ao país. 

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Imagem: Shutterstock

Vale lembrar que o ChatGPT é proibido na China. A restrição ocorreu devido o governo chinês acreditar que a ferramenta pode ser usada pelas autoridades dos EUA para “espalhar desinformação e manipular a opinião pública”. A decisão ocorreu após o chatbot descrever supostos abusos dos direitos humanos contra minorias étnicas na região do extremo oeste do país. Pequim negou as acusações.   

Em fevereiro, o país fechou ainda mais o cerco para aplicativos chineses de inteligência artificial, já que apps terceiros estavam permitindo a entrada do chatbot no território. Segundo a CNN, reguladoras pediram para plataformas remover o acesso à ferramenta sem muitas explicações. 

Sem sair da corrida por um produto equivalente ao ChatGPT, no entanto, após a proibição a China anunciou que lançaria sua própria versão da plataforma através do Baidu e outras, como a gigante chinesa Alibaba. 

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