Carro popular: estudo projeta preço e prazo de pagamento mais longo; confira

Estudo propõe retorno do carro popular com preços acessíveis, aumento da nacionalização e linhas de crédito favoráveis
Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo 11/05/2023 14:28, atualizada em 11/05/2023 15:56
carro popular
Imagem: merrymuuu / Shutterstock.com

Um estudo elaborado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) e pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), propondo soluções para viabilizar o retorno do chamado carro popular.

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Com os preços dos veículos em constante aumento, a ideia de oferecer opções acessíveis ganha força no mercado automotivo. O objetivo do estudo é promover a produção de carros com preços mais baixos, além de aumentar a proporção de peças nacionais e melhorar as condições de financiamento.

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Objetivos do estudo

  1. Preços acessíveis: O documento visa estimular a produção de carros com preços mais acessíveis, visando atender a um maior número de pessoas. A ideia é disponibilizar opções de veículos populares por cerca de R$ 50 mil.
  2. Aumento da nacionalização: Uma das metas é incentivar a fabricação de veículos que utilizem um maior percentual de peças produzidas no Brasil. Isso contribuiria para fortalecer a indústria nacional e gerar empregos em diversos setores.
  3. Linhas de crédito favoráveis: Para que a proposta seja efetiva, é fundamental que sejam oferecidas linhas de crédito com juros e prazos mais favoráveis aos consumidores. O financiamento desses carros é considerado importante para impulsionar a economia do país.

Segundo Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a volta do carro popular beneficiaria não apenas os metalúrgicos, mas também outras categorias de trabalhadores, uma vez que a fabricação de um veículo envolve diversos setores, desde a produção até a revenda.

carro popular
Elevar a fabricação nacional de peças faz parte da proposta do Sindicado dos Metalúrgicos do ABC. Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Ele ressalta que a produção dos componentes dos carros populares também deveria ser feita no Brasil, o que seria benéfico tanto para os menos favorecidos quanto para a economia do país.

O estudo detalha o setor automotivo e traz diretrizes e propostas do nosso Sindicato que, na nossa avaliação, melhoram substancialmente o setor, preservando e gerando empregos.

Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Propostas entregues ao governo

  • Lançamento imediato de modelos populares, com linhas de crédito de longo prazo;
  • Estímulo à produção de veículos que utilizem maior quantidade de peças nacionais e etapas do processo de fabricação no Brasil;
  • Ampliação do programa de renovação das frotas de táxis;
  • Criação de um programa especial de incentivo à renovação dos automóveis utilizados em aplicativos de transporte;
  • Transição gradual para veículos menos poluentes ao longo dos próximos 12 anos;
  • Revisão das alíquotas de imposto de importação de veículos elétricos, levando em consideração a existência de projetos de fabricação nacional.

É necessário que a taxa básica de juros baixe para que haja acesso a financiamentos mais baratos. O Banco Central tem que ter responsabilidade com os empregos e os trabalhadores, essa é uma de suas finalidades. É abusivo e inaceitável o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manter a taxa em 13,75% ao ano.

Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
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Além de preços mais baixos, os carros populares também seriam oferecidos por meio de operações de crédito com prazos de pagamento mais longos, variando de 60 a 72 meses. A proposta de descarbonização ao longo dos próximos 12 anos tem como objetivo apoiar a renovação da frota de veículos e reduzir a venda de carros poluentes.

A revisão das alíquotas de importação de veículos elétricos também está em pauta, sendo alinhada à existência de projetos de fabricação nacional desses modelos.

A proposta busca não apenas tornar os carros mais acessíveis, mas também impulsionar a indústria nacional e gerar empregos em diversos segmentos. A oferta de linhas de crédito com prazos mais longos visa facilitar o acesso dos consumidores a esses veículos, permitindo um pagamento mais flexível ao longo de 60 a 72 meses.

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Imagem: Nelson Antoine / Shutterstock.com
  • Opiniões divergentes: o presidente da General Motors defende (via Estadão) melhores condições de crédito em vez de veículos de entrada. Por outro lado, a Fenabrave acredita que carros mais baratos ajudariam a impulsionar a produção e evitar a perda de empregos.
  • Possíveis cenários: O estudo apresenta três cenários para a cadeia automotiva do Brasil. O primeiro é de transição qualificada, em que o país seria um centro produtivo importante. O segundo é de estagnação tecnológica, com a degradação gradual da indústria automotiva. E o terceiro é de irrelevância global, com a importação de veículos mais avançados em vez da produção local.
  • Redução na produção: Devido à baixa demanda por carros novos, várias fábricas estão diminuindo sua produção, o que aumenta o risco de perda de empregos no setor automotivo. A chegada de carros mais baratos é vista como uma forma de estimular a produção e evitar impactos negativos.
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Com informações do SMABC.

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Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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