A Eversource, concessionária local de gás em Framingham, Massachusetts, EUA, está realizando experimento inédito de descarbonização via transição total da região para fonte renovável de energia geotérmica.

Com sistema geotérmico em rede que se conectará a cerca de 40 edifícios, a concessionária deverá incluir no projeto todas as casas, que vão desde apartamentos de baixa renda, casas unifamiliares, pequenas empresas e até o quartel de bombeiros do bairro.

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Esse será o primeiro projeto-piloto de concessionária americana focada na transição para essa tecnologia ao nível de bairro. Ao invés de queimar combustíveis fósseis para obter calor, os edifícios serão alimentados pelo calor de emissão zero do subsolo, junto a eletricidade.

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“O que esperamos demonstrar é que essa tecnologia é realmente escalável e pode ser implementada para base maior de clientes”, disse Eric Bosworth, gerente sênior de programas da Eversource.

Entenda de onde surgiu a ideia:

  • Esse projeto-piloto foi idealizado pela HEET (Home Energy Efficiency Team) – organização sem fins lucrativos focada em soluções climáticas;
  • A HEET começou a trabalhar em parceria com a Eversource para tentar reduzir as emissões de metano que acontecem por vazamentos de gás;
  • Mas, pensando no futuro – e que, talvez, a transição para longe do gás possa ser necessária para cumprir as metas climáticas – elas começaram a pensar em formas de mudar a infraestrutura básica.

“Em Massachusetts, ainda estamos investindo bilhões de dólares em novos tubos [de gás]”, diz Zeyneb Magavi, codiretor executivo do HEET. “Isso realmente nos deixou muito preocupados. Aqui estávamos investindo em novas tubulações que levam 40 anos para serem pagas, e havia mandado claro de que não poderíamos usar a maior parte depois de 2050.”

Exemplo de sistema geotérmico (Imagem: HEET)

A concessionária utilizará, em Framingham, um tipo de sistema de tubulação em looping, capaz de atingir centenas de metros abaixo do nível da rua. Durante o inverno, o líquido que flui pela tubulação será aquecido pela temperatura subterrânea, e trará essa energia para bombas de calor em edifícios. Já no verão, o excesso de calor dos edifícios será enviado de volta para o subsolo, fornecendo ar-condicionado.

Nos próximos dois anos, a Eversource analisará quanta energia será economizada, e a economia quando comparada aos sistemas anteriores. O piloto tem estimativa inicial de custo em US$ 14,7 milhões (R$ 70,7 milhões), mas esse valor deverá ser reduzido diante do aumento em experiência da concessionária.

Com informações de Fast Company

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