A discussão sobre as vantagens e desvantagens da Inteligência Artificial não escapa a ninguém. Enquanto algumas pessoas preferem acreditar que os benefícios são maiores do que as consequências, outras enxergaram um futuro assustador em que a IA domina a Terra e acaba com a humanidade. Afinal, qual o meio-termo entre a realidade e a ficção? Nesse aspecto, nem especialistas concordam.

Leia mais:

Qual o potencial da IA?

  • Todos os cenários envolvendo a IA exploram a mesma hipótese: a IA vai ultrapassar as capacidades humanas, se tornar independente, perder o controle e acabar com toda a humanidade;
  • No entanto, as máquinas com esse potencial sequer existem (por enquanto) e imaginar o fim dos seres humanos na Terra ainda é trabalho para a ficção científica (e CEOs do setor);
  • Para o filósofo sueco Nick Bostrom, é possível que o potencial da IA se estenda até atingir uma “explosão de inteligência”, quando as máquinas começarão a projetar outras máquinas;
  • Porém, Bostrom já foi amplamente deslegitimado na comunidade científica após falas eugênicas e racistas, além de ter algumas ideias taxadas como “ficção científica”;
  • Já outros falam que, para a IA dominar os humanos, precisa de um corpo real. Essa teoria é rejeitada por especialistas.
Nem especialistas concordam qual o rumo que a IA pode tomar (Imagem: Sergey Tarasov/Shutterstock)

IA não é ruim sozinha

O que é consenso entre os estudiosos do tema é que, por ora, a IA depende do ser humano. Ou seja, ela não é capaz de tomar decisões ruins (muito menos exterminar a humanidade) sozinha. Mas pode fazê-lo se for programada para tal.

Para especialista em robótica Kerstin Dautenhahn, da Universidade de Waterloo, no Canadá, em entrevista à AFP, é pouco provável que a IA induza máquinas a ter esses desejos destrutivos, a não ser que alguém a obrigue.

publicidade

Humanidade? Mais para mentiras

  • A IA pode não estar perto de exterminar a humanidade, mas já inventa mentiras;
  • Sistemas como o GPT-3, do ChatGPT, e o Bard, do Google, já foram flagrados inventando informações;
  • Para alguns especialistas, no entanto, o que importa é o que os humanos vão fazer com esses dados e como vão escolher usá-los;
  • Para Joanna Bryson, da Hertie School em Berlim, a IA “não é uma ameaça existencial. É apenas uma arma horrível, assustadora”.
Rosto do robô com expressão de raiva e agressão, perigo dos avanços da inteligência artificial
No entanto, especialistas concordam que humanos por trás da IA podem ser piores do que tecnologia (Imagem: Pong Ch/Shutterstock)

IA vs Humanos

Já outros especialistas não preveem que a IA causará o fim do mundo repentinamente. Mas que isso acontecerá de forma lenta e gradual.

Quando pensamos na extinção, a principal hipótese é de ficarmos para trás nos processos evolutivos. No entanto, teorias de quase uma década, como a de Stephen Hawking, de 2014, propõem que o fim da raça humana se dará justamente pela competição contra a IA.

Para Geoffrey Hinton, que dedicou a carreira a construir máquinas que se assemelham ao cérebro humano, as superinteligências vão superar os humanos. Nessa teoria, “a humanidade seja apenas uma fase passageira na evolução da inteligência”.

Com informações de AFP

Já assistiu aos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!