Um novo tipo de vidro promete reduzir a pegada de carbono, o total de emissões de gases de efeito estufa, pela metade. A invenção é chamada LionGlass e foi projetada por pesquisadores da Penn State, nos Estados Unidos.

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O novo modo de fabricação requer significativamente menos energia para ser produzido e é muito mais resistente a danos do que o vidro de silicato de cal sodada padrão. A equipe de pesquisa registrou recentemente um pedido de patente como o primeiro passo para colocar o produto no mercado.

Menos gases poluentes

  • O vidro de silicato de cal sodada, usado em itens do dia a dia, é produzido a partir da fusão de três materiais principais: areia de quartzo, carbonato de sódio e calcário, o que libera dióxido de carbono (CO2), gás de efeito estufa que retém o calor, à medida que são derretidos.
  • Em todo o mundo, a fabricação dos produtos gera pelo menos 86 milhões de toneladas de dióxido de carbono a cada ano.
  • “Nosso objetivo é tornar a fabricação de vidro sustentável a longo prazo. O LionGlass elimina o uso de materiais de lote contendo carbono e reduz significativamente a temperatura de fusão do vidro”, afirma John Mauro, professor de Ciência e Engenharia de Materiais da Penn State e pesquisador líder do projeto.
  • Com o LionGlass, as temperaturas de fusão são reduzidas em cerca de 300 a 400 graus Celsius, o que leva a uma redução de cerca de 30% no consumo de energia em comparação com o processo convencional.

Maior resistência

  • Os pesquisadores destacam que ficaram surpresos ao descobrir que o novo vidro possui uma resistência a rachaduras pelo menos 10 vezes maior em comparação com o vidro convencional.
  • Os testes ainda não descobriram qual o limite suportado pelo LionGlass.
  • A resistência a trincas é uma das qualidades mais importantes para se testar no vidro. Com o tempo, o produto desenvolve microfissuras ao longo da superfície, que se tornam pontos fracos.
  • Quando um pedaço de vidro se quebra, é devido a fraquezas causadas por microfissuras existentes. O vidro que é resistente à formação de microfissuras em primeiro lugar é especialmente valioso, pontuam os pesquisadores.

LionGlass e o futuro do vidro

  • O LionGlass também pode significar que os vidros agora serão mais leves.
  • “Devemos ser capazes de reduzir a espessura e ainda obter o mesmo nível de resistência a danos. Se tivermos um produto mais leve, melhor ainda para o meio ambiente, porque usamos menos matéria-prima e precisamos de menos energia para produzi-lo. Mesmo a jusante, para o transporte, isso reduz a energia necessária para transportar o vidro, então é uma situação vencedora para todos”, destaca John Mauro.
  • O próximo passo é saber como o novo vidro reage a diversos ambientes químicos.
  • Os resultados ajudarão a equipe a desenvolver uma melhor compreensão de como o LionGlass pode ser usado em todo o mundo.

Com informações da TechXplore.

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