Pouco antes de completar um ano da divulgação de suas primeiras fotos oficiais, o James Webb continua impressionando com suas revelações e dessa vez mostra as primeiras galáxias do Universo em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (10) como parte da Cosmic Evolution Early Release Science (Ceers).

O vídeo de tirar o fôlego mostra mais de 5 mil galáxias em cores deslumbrantes em 3D. Com uma verdadeira viagem pelo Universo, as imagens começam revelando galáxias próximas da Terra, mas termina mostrando algumas extremamente profundas, indo até os confins da do espaço.

De acordo com o comunicado da equipe, a galáxia mais antiga mostrada é a Maisie, uma das primeiras formadas após o Big Bang, tendo surgido apenas 390 milhões de anos depois do fenômeno de expansão do Universo. 

Embora esta vasta região contenha cerca de 100.000 galáxias, a visualização se concentra em aproximadamente 5.000 – com as galáxias mais próximas e complexas, mostradas no início, localizadas a alguns bilhões de anos-luz da Terra. À medida que a visualização avança, mostrando galáxias mais distantes da Terra, vemos diferentes estágios da história e evolução do universo

Equipe do James Webb em nota

Vídeo do James Webb é só o começo

Esse vídeo é só uma pequena amostra dos dados coletados pelo Cosmic Evolution Early Release Science Survey (CEERS). A zona do espaço mostrada é chamada de Extended Groth Strip e fica entre as constelações de Ursa Maior e Boötes com cerca de 100.000 galáxias.

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Essa não é a primeira vez que essa zona é flagrada. Ela já foi coberta pelo lendário Telescópio Hubble entre 2004 e 2005. As imagens, inclusive, serviram de base para o trabalho do James Webb.

“Este observatório apenas abre todo esse período de tempo para estudarmos”, disse Rebecca Larson, do Rochester Institute of Technology em Rochester, Nova York, uma das investigadoras da pesquisa. “Não podíamos estudar galáxias como a de Maisie antes porque não podíamos vê-las. Agora, não só somos capazes de encontrá-los em nossas imagens, como também podemos descobrir de que são feitos e se diferem das galáxias que vemos por perto.”

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