Em menos de uma semana de lançamento, o Threads, nova rede social de texto da Meta, alcançou mais de 100 milhões de usuários. Muitas empresas que anunciavam no Twitter e deixaram a plataforma já estão de olho no “Twitter da Meta”. Com isso, o aplicativo pode crescer ainda mais nos próximos meses.

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Threads

  • O Threads foi lançado na primeira semana do mês de julho, no dia 5, e já conta com mais de 100 milhões de inscritos.
  • Segundo várias agências de marketing digital e especialistas do setor, que falaram à CNBC, várias empresas estão interessadas em anunciar seus produtos e serviços por lá.
  • De acordo com Natasha Blumenkron, vice-presidente de redes sociais pagas da empresa de marketing Tinuiti, essas companhias estão vendo como os recursos oferecidos pelo Threads podem se encaixar em sua publicidade.
  • No entanto, a Meta ainda está focando no produto principal da rede social e menos em como monetizá-la, e as empresas terão de esperar para ver como o aplicativo se desenvolve.
Threads
Threads já superou até o ChatGPT em termos de crescimento (Imagem: shutterstock/Ascannio)

Twitter vs. anunciantes

Segundo Blumenkron, muitas dessas empresas anunciavam no Twitter, mas deixaram a rede social pelas crescentes questões que colocavam em xeque a reputação das marcas. Ela menciona o aumento de discursos racistas e de ódio na plataforma, que não era controlado pelo dono e ex-CEO da rede, Elon Musk.

Além disso, recursos futuros do Threads, como o feed cronológico da plataforma, também são interessantes para os anunciantes, já que o objetivo final é que suas marcas sejam vistas.

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Threads ainda não possui anunciantes, como Twitter ou Instagram (Imagem: André Fogaça/Olhar Digital)

Ressalvas quanto ao Threads

No entanto, Rachel Tipograph, CEO da empresa de tecnologia de marketing MikMak, acredita que, para realmente atrair os anunciantes, o Threads precisará manter um número de usuários engajados e ativos.

Resta esperar para saber como a rede social vai se sair. Isso porque ainda não se sabe quantas pessoas continuarão a usar a plataforma daqui a um mês, e nem qual o real público alvo da rede. Ou seja, não basta que as empresas anunciem por lá, elas precisam saber para quem estão anunciando — e se isso faz sentido.

Com informações de CNBC

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