HDMI: entenda as diferenças entre cabos e veja como escolher o ideal

Neste artigo, o Olhar Digital traz as principais diferenças entre os diferentes tipos de cabo HDMI disponíveis no mercado
Lucas Gabriel Machado Henriques
Lucas Gabriel Machado Henriques, editado por Bruno Ignacio de Lima 22/07/2023 07:20, atualizada em 07/08/2023 17:17
Imagem mostrnado a porta HDMI
O HDMI, substituiu o uso do cabo RCA que se subdividia em três. E causava certo desconforto visual nos ambientes. (Imagem: Pexels)

O HDMI é um padrão aplicado para transmitir mídia de um reprodutor para uma tela. Sua utilização é muito diversificada, sendo presente em consoles como o Playstation 5, por exemplo, para transmitir a imagem e o som dos jogos em alta definição para a TV, ou ainda em equipamentos como TV Box e aparelhos de Blu-ray.

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Neste artigo, você confere algumas dicas de como escolher o melhor modelo de HDMI para cada ocasião.

A evolução do HDMI ao longo do tempo

Lançado em 2002, o HDMI somando mais de 20 anos no mercado, trouxe comodidade e praticidade para os usuários. Sua tecnologia, ao longo dos últimos anos, passou por algumas modificações. Justificando, a numeração colocada sempre após a sigla.

Sendo assim, a primeira versão do cabo ficou conhecida como o HDMI 1.0, e consecutivamente pelos números 1.1, 1.2, 1.3 até chegar no atual 2.1a. Porém, é importante frisar que a diferença entre as gerações pode ser definida não apenas pelo número das versões, mas por vários fatores técnicos com maior complexidade.

Evolução e capacidade

A exemplo, o HDMI 1.0 conseguia transmitir até 4,9 gigabits por segundo, com suporte a resoluções de 1080p e em larguras de banda de 60 hertz. Além de transmitir áudio por até oito canais numa frequência de 192 kilohertz. Ou seja, o mínimo necessário para reproduzir DVDs em alta definição. Em seguida, veio a versão 1.1, que adicionava o suporte ao DVD áudio.

Atualização tecnológica

Imagem mostrnado a porta HDMI
Atualmente o HDMI, suporta a conexão de múltiplas telas e transmissão ultra-rápida de dados. (Imagem: Lucas Gabriel MH)

A primeira grande atualização, só aconteceu a partir de 2005. Quando chegou no mercado, o HDMI 1.2, que finalmente trazia suporte à conexão entre telas independentes (Monitores ou TVs), e computadores (Desktops ou laptops).

O segundo momento impactante para essa tecnologia, aconteceu apenas em 2013. Quando o HDMI, agora na versão 1.4, dá suporte para o formato de 4.096 x 2.160 pixels (ou seja, 4K com 60 quadros). Porém, só a partir do HDMI 2.1, que a tecnologia passou a aceitar resoluções de 4k com 120 Hz, ideal para transmissões perfeitas de esportes ou jogos de última geração.

O NOVO HDMI 2.1 a: o que muda com o novo padrão?

Resumidamente, o consumidor precisa compreender que o HDMI 2.1, é uma revisão compacta do padrão 2.1, como sugere no próprio nome dessa nova versão. O protocolo, mantém as características anteriormente implementadas: no HDMI 2.1 tradicional, o cabo possui suporte a telas 4k em 120 Hz ou 8K a 60Hz, com a única diferença de ter a adição de um recurso que promete facilitar o consumo de conteúdo em HDR: o Source-Based Tone Mapping (SBTM), ou em tradução livre, Mapeamento de Cores Baseado na Fonte.

O Tone Mapping, é um recurso pelo qual os dispositivos eletrônicos mapeiam um conjunto de cores de maior cobertura. Para assim, ser exibido em um display com menor cobertura de tons. Vale ressaltar, que é bastante comum em televisores, monitores, celulares e outros aparelhos que suportem conteúdo em HDR e que exige coberturas mais amplas de cores.

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Imagem mostrando o Xbox Series S
O HDMI, é utilizado no Xbox séries S como item de fábrica. (Imagem: Lucas Gabriel MH)

Em resumo, o processo converte as cores de uma cobertura de cor maior, como o caso do DCI-P3, para uma gama de menor alcance. Assim como o Srgb, que permite a mídia em HDR possa ser reproduzida em telas SDR, que não suportam a tecnologia.

É importante destacar que, mesmo sendo muito funcional, o método frequentemente precisa de ajustes dos usuários para assim garantir fidelidade e a qualidade final da imagem. O SBTM, é uma técnica que visa contornar esse problema, já que passa a responsabilidade do processamento de imagem para o dispositivo.

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Lucas Gabriel Machado Henriques
Lucas Gabriel Machado Henriques

Lucas Gabriel MH é jornalista formado pela Faculdade Uniacademia. Com 7 anos de experiência é especialista na cobertura de tecnologia, cultura e cinema.

Bruno Ignacio de Lima
Bruno Ignacio de Lima

Bruno Ignacio é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Com 10 anos de experiência, é especialista na cobertura de tecnologia e conteúdo perene. Atualmente, é colaborador no Olhar Digital.

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