Celular em sala de aula? Redes sociais levarão processo por “indisciplina” dos alunos

Facebook, TikTok e YouTube são algumas das redes sociais que têm causado problemas para escolas na Califórnia
Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez, editado por Bruno Capozzi 24/07/2023 19:16, atualizada em 25/07/2023 21:12

Celulares nas salas de aula voltaram a ser um problema nos Estados Unidos. Advogados de distritos escolares norte-americanos iniciaram processos contra as empresas controladoras do Facebook, TikTok, Snapchat e YouTube na cidade de Oakland, na Califórnia. A causa? As mídias sociais nos aparelhos estariam causando problemas de disciplina e saúde mental nas salas de aula, desviando o foco da educação.

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O que dizem as escolas

Os distritos escolares de Oakland alegam que os professores e administradores das instituições passam mais tempo lidando com as consequências do cyberbullying e de problemas de falta de disciplina pelo uso do celular na sala de aula do que pensando em novas formas de lidar com a tecnologia ou como aconselhar os jovens que passam por essas situações.

Os representantes das instituições no distrito concordam que as mídias sociais “estão fora de controle” e que o processo é cabível, com 2 votos a favor e apenas 1 contra.

O argumento do voto contrário é que seria responsabilidade dos pais ensinar às crianças quanto ao uso na escola.

Processo

Foram 200 distritos escolares de Oakland a se juntarem à causa.

O processo foi consolidado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos junto a centenas de outros com argumentos similares: de que as mídias sociais têm prejudicado crianças e adolescentes da região.

No final do ano, um juiz dirá se a responsabilidade é das empresas ou dos pais e responsáveis.

O que as empresas dizem

As empresas Alphabet (controladora do Google e YouTube), ByteDance (TikTok), Snap (Snapchat) e Meta (Facebook e Instagram) escreveram um comunicado em conjunto alegando que a responsabilidade não é das plataformas. “Os supostos defeitos estão inescapavelmente ligados à publicação de conteúdo de terceiros”, diz o texto.

As companhias também afirmam que não estão ignorando a segurança das crianças online e, no geral, visam “proteger os adolescentes, oferecendo experiências adequadas à idade com políticas e recursos de segurança robustos, incluindo limites de tempo de tela, controle dos pais e restrições de mensagens e transmissão ao vivo”.

Com informações de Wall Street Journal

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Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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