Quem nunca se irritou tentando que resolver captchas? Esses “quebra-cabeças virtuais” pedem que você escolha todas as bicicletas ou hidrantes em uma imagem ou então decifre letras que são escritas em linhas onduladas. Tudo isso tem um propósito: evitar fraudes envolvendo bots ou softwares automatizados. No entanto, esse sistema é facilmente superável e hoje se tornou apenas uma forma de fazer com que o usuário perda seu tempo.

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O objetivo dos captchas é provar que você é um ser humano fazendo uma tarefa que (em teoria) só uma pessoa pode fazer.

A versão mais simples é uma caixa em que você marca: “Eu não sou um robô”. As mais complexas podem se tornar uma verdadeira dor de cabeça, mas apenas para os humanos.

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Segundo especialistas, os captchas não são eficazes para provar a humanidade. Com o avanço da inteligência artificial, o ChatGPT, por exemplo, já se mostrou um sucesso para quebrar alguns dos quebra-cabeças virtuais.

Pontos negativos do captcha

  • A Forter, empresa que fornece tecnologia de prevenção de fraudes para varejistas e mercados online, estima que para cada dólar perdido com transações falsas, uma empresa rejeita US$ 30 bloqueando ou desencorajando clientes legítimos por engano, inclusive por meio do uso de captchas.
  • Já dados da Cloudflare, que atua no ramo de serviços de segurança da internet, mostram que as pessoas levam em média 25 segundos para resolver um captcha.
  • Esses mecanismo também comprometem a privacidade dos usuários.
  • Quando você se depara com um captcha, a tecnologia pode manter um registro permanente da identidade do seu telefone ou computador que pode rastrear em todos os lugares que você estiver online.
  • Eles também tendem a ser difíceis para pessoas com baixa visão ou outras deficiências.

Novas tecnologias

  • Atualmente, novos sistemas de segurança têm atuado de forma diferente.
  • Eles não fazem você provar para um computador que você é humano.
  • Em vez disso, as máquinas decifram quem é um visitante legítimo da web e quem não é.
  • Se você está tentando comprar ingressos para um jogo de futebol, por exemplo, os novos sistemas podem desafiar seu navegador da Web a desenhar um pedaço aleatório de texto.
  • Ele pode então procurar pistas nas pequenas diferenças de fontes entre o navegador Chrome em um computador Mac e Windows que sinalizam que um navegador está sendo controlado por software automatizado e não uma pessoa real.
  • A Apple diz que um aplicativo de emissão de ingressos também pode detectar se você está conectado à sua conta e, portanto, é mais provável que o comprador de ingressos seja um software individual em vez de automatizado.
  • Esse mecanismo também garante que informações privadas não sejam acessadas.
  • No futuro, haverá maneiras de superar também esses sistemas.
  • Mas hoje, já está provado que os captchas não são mais a melhor opção.

Com informações de The Washington Post.

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