A Comissão Europeia abriu uma investigação nesta quinta-feira (27) para determinar se a Microsoft violou as regras de livre concorrência da UE por incluir o aplicativo de videoconferência Teams no pacote Office 365. 

O que aconteceu:

Os reguladores dizem que a empresa pode estar abusando da sua posição privilegiada no mercado de software para priorizar o uso do seu próprio serviço em detrimento de outras opções oferecidas por concorrentes.

  • Alguns exemplos de plataformas rivais são o Zoom e o Google Meet. Vale lembrar que o rival Slack apresentou uma reclamação anticompetitiva contra a Microsoft em julho de 2020.
  • O serviço já alegava que a Microsoft “vinculou ilegalmente” seu produto ao Office, “forçando a instalação por milhões e bloqueando sua remoção”. 
  • Agora, os reguladores da UE estão investigando a situação mais a fundo.
  • Segundo o Financial Times os reguladores da UE e a Microsoft ainda não chegaram a um acordo.

As ferramentas de colaboração, como o Teams, tornaram-se indispensáveis para muitas empresas na Europa. Devemos então garantir que os mercados para esses produtos permaneçam competitivos e as empresas livres para escolher o produto que melhor atenda às suas necessidades. É por isso que estamos investigando se a vinculação de seu pacote de produtividade com o Teams pode estar violando as regras de concorrência da UE

Magrethe Vestager, comissária europeia de Concorrência

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O que diz a Microsoft

A Microsoft respondeu às alegações da UE em comunicado enviado ao The Verge

Respeitamos o trabalho da Comissão Europeia neste caso e levamos nossas próprias responsabilidades muito a sério. Continuaremos a cooperar com a Comissão e continuaremos comprometidos em encontrar soluções que atendam às suas preocupações

Robin Koch, porta-voz da Microsoft

Outras investigações antitruste na UE

  • Esta é a primeira vez que a Microsoft enfrenta uma investigação antitruste na UE em quase 15 anos, após casos relacionados à integração do Windows Media Player e do Internet Explorer ao Windows.
  • Em 2004, a Comissão Europeia ordenou que a Microsoft oferecesse uma versão do Windows sem o player, a primeira delas foi o Windows XP N, disponível apenas no mercado europeu.
  • Em 2009, a UE também investigou e multou a Microsoft em US$ 750 milhões pela adição orbigatória do Internet Explorer no Windows 7, que também foi vendido em versão sem o navegador na Europa para garantir que os usuários tivessem uma escolha mais ampla.

Com informações da Reuters e The Verge 

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