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As variantes do coronavírus podem afetar a barreira hematoencefálica e causar danos às células cerebrais. É o que revelam os resultados de um estudo conduzido no Instituto Francis Crick, em Londres. E saber disso traz uma nova perspectiva para os estudos sobre a Covid-19.
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Para quem tem pressa:
- Pesquisadores do Instituto Francis Crick realizaram experimentos em laboratório para investigar os efeitos das variantes do coronavírus no cérebro humano;
- Os resultados mostraram que as variantes podem afetar a barreira hematoencefálica e causar danos às células cerebrais;
- A variante “selvagem”, que se originou em Wuhan, na China, mostrou-se a mais agressiva, matando quase todos os tipos de células;
- Para os cientistas, essas descobertas são fundamentais para melhorar a compreensão sobre os distúrbios neurológicos que podem surgir após infecções por Covid-19;
- Eles também acreditam que esses resultados podem orientar o desenvolvimento de tratamentos para o cérebro, o que ajudaria na recuperação dos pacientes.
Os pesquisadores realizaram experimentos em laboratório para investigar os efeitos das variantes do Sars-CoV-2 no cérebro humano.
Leia mais:
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Covid no cérebro

No estudo, publicado no Journal of Neuroinflammation e divulgado pelo Instituto Francis Crick, as células cerebrais e um modelo tridimensional da barreira hematoencefálica foram expostos a diferentes variantes do vírus.
Foi constatado que todas as variantes causaram estresse nas células cerebrais, comprometendo sua função.
A variante “selvagem”, que se originou em Wuhan, na China, mostrou-se a mais agressiva, matando todos os tipos de células, exceto os astrócitos.
Já as variantes Alpha e Beta foram responsáveis pela morte dos pericitos, enquanto a variante ômicron afetou tanto os pericitos quanto as células endoteliais.

Além disso, os cientistas descobriram que as variantes selvagem e ômicron foram capazes de interromper a integridade da barreira hematoencefálica, possibilitando a entrada de células imunes no cérebro, o que pode desencadear inflamação.
Eles também observaram que as variantes tiveram impacto na concentração de glutamato, uma substância química responsável pela transmissão de mensagens entre as células cerebrais.
A quantidade de glutamato é cuidadosamente equilibrada no cérebro. E qualquer alteração nesse equilíbrio pode ser prejudicial.
Resultados da pesquisa

Os resultados indicaram que todas as variantes, com exceção da Beta, afetaram a quantidade de glutamato, podendo causar níveis potencialmente tóxicos ou reduzir a capacidade das células de transmitir mensagens.
Os pesquisadores acreditam que essas descobertas são fundamentais para melhorar a compreensão sobre os distúrbios neurológicos que podem surgir após infecções por Covid-19.
Eles também acreditam que esses resultados podem orientar o desenvolvimento de tratamentos específicos para o cérebro, ajudando assim na recuperação dos pacientes afetados pela doença.
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