Os militares da China afirmam ter avançado significativamente no desenvolvimento de armas a laser, graças a um sistema de resfriamento de última geração criado pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa do país. Com ele, equipamentos de alta energia podem permanecer energizados indefinidamente sem superaquecer, de acordo com os desenvolvedores.

A tecnologia a laser existe há décadas, mas o excesso de calor gerado por esses feixes altamente energizados muitas vezes dificulta o uso como arma em conflitos reais. Agora, se confirmado o potencial do sistema de refrigeração, tudo poderia mudar bastante (principalmente, a nível de batalhas), com raios laser podendo se estender em tempo de engajamento, alcance e dano.

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Segundo as informações, o novo sistema de resfriamento criado pelos militares da China usa gás para remover o excesso de calor. Basicamente, o gás é liberado junto ao raio laser a cada disparo.

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Com isso, além de eliminar um dos grandes entraves do desenvolvimento bélico a laser, a tecnologia permitiria manter a precisão dos disparos, com o feixe ficando ativo por tempo “infinito”, se necessário. E sem perder potência ou sofrer com distorções.

Tecnologia colocaria militares da China à frente dos EUA

Um satélite sendo atingido por armas a laser
Imagem: 3Dsculptor / Shutterstock

Essa capacidade de produzir feixes de alta qualidade ao longo do tempo colocaria a China à frente dos Estados Unidos nessa área de armamento militar. Além disso, em cenários hipotéticos, esses lasers refrigerados poderiam ser usados para derrubar satélites, como os fornecidos pelo sistema Starlink, de Elon Musk.

No entanto, é importante lembrar que essas afirmações ainda precisam ser confirmadas pela demonstração prática do sistema. Projetos semelhantes já falharam em outros momentos. Inclusive, por eles não terem alcançado poder destrutivo suficiente.

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Imagem: peterschreiber.media / Shutterstock