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A Intel anunciou que encerrou oficialmente as negociações para a compra da Tower Semiconductor, empresa israelense fabricante de chips. O motivo seria a dificuldade para obter as autorizações necessárias de órgãos reguladores em tempo hábil. No entanto, as autoridades da China podem estar por trás da desistência.
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O acordo de compra era de US$ 5,4 bilhões, quase R$ 27 bilhões, e tinha o objetivo reforçar a capacidade de fabricação de chips da Intel. Em comunicado à imprensa, a empresa citou dificuldades para obter “as aprovações regulatórias exigidas pelo acordo de fusão”.
Originalmente, a Intel esperava fechar a transação em 12 meses. Agora, terá que pagar uma multa de US$ 353 milhões, mais de R$ 1,7 bilhão, à Tower.
Pressão da China
- Apesar de não detalhar quais foram os obstáculos regulatórios que impediram o fechamento do acordo, especula-se que a resistência da China possa ter inviabilizado o negócio, segundo informações da The Verge.
- Representantes da Intel fizeram várias visitas ao território chinês nos últimos meses com o objetivo de se aproximar ao governo do país.
- No entanto, em meio ao aumento das tensões entre China e Estados Unidos, especialmente com a disputa tecnológica chamada de “guerra dos chips“, Pequim teria negado qualquer aprovação regulatória necessária para os planos da Intel no país.
Planos da Intel em risco
- A fabricante de chips esperava, com o acordo, aumentar a produção para poder competir com a rival TSMC.
- Embora não seja considerada uma gigante do setor, a Tower tem experiência na produção de chips de radiofrequência, sensores de imagem e peças de gerenciamento de energia.
- Em comunicado, o CEO da Intel, Pat Gelsinger, já havia antecipado os planos futuros da empresa.
- “Estamos executando bem nosso roteiro para recuperar o desempenho do transistor e a liderança de desempenho de energia até 2025. A Intel está investindo para fornecer a pegada de fabricação geograficamente diversificada e resiliente de que o mundo precisa”, disse ele.
Disputa entre EUA e China
- Nas últimas semanas, a Casa Branca estabeleceu novas restrições para investimentos norte-americanos em empresas de tecnologia chinesas.
- Elas proíbem o financiamento em três setores: computação quântica, inteligência artificial para fins militares e semicondutores.
- A medida tem como objetivo conter o avanço da China na área tecnológica.
- No entanto, os esforços americanos têm sido vistos de forma negativas por algumas empresas, inclusive a Intel.
- Segundo elas, o aumento das restrições prejudica as vendas e resultaria em uma perda permanente de oportunidades para a indústria dos EUA.
- Além de gerar reações chinesas com a que impediu o fechamento do novo acordo pela Intel.
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