A ARM, do SoftBank Group, entrou nesta segunda-feira (21) com pedido de oferta pública inicial (IPO) na Nasdaq. A volta da gigante dos chips ao mercado de ações promete balançar o mercado e ser a maior listagem do ano.

O que você precisa saber sobre o IPO da ARM

  • Segundo as informações da Reuters, o SoftBank planeja vender cerca de 10% das ações da ARM no IPO e busca uma avaliação entre US$ 60 bilhões e US$ 70 bilhões para a empresa.
  • A ARM planejava levantar entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões com o IPO, número que deve diminuir após o SoftBank comprar uma fatia de participação de 25% na empresa.
  • O SoftBank mantém negociações com várias empresas de tecnologia que estão considerando investir no IPO, incluindo a Amazon e a Nvidia.
  • Espera-se que a listagem na bolsa forneça um impulso para todo o mercado de tecnologia. 
  • A ARM espera listar na Nasdaq e negociar sob o símbolo ‘ARM’.

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Vale lembrar que o SoftBank iniciou os preparativos para um novo IPO da Arm logo após um acordo de venda de US$ 40 bilhões com a Nvidia — negócio que não vingou devido às objeções dos reguladores antitruste dos Estados Unidos e da Europa.

No ano passado, várias startups adiaram seus planos de listagem na bolsa devido à volatilidade do mercado, o que pode mudar com a chegada da ARM.

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A empresa britânica foi uma das poucas que conseguiu passar pela crise na indústria de chips sem grandes prejuízos. No ano fiscal encerrado em 31 de março, as vendas da Arm caíram ligeiramente para US$ 2,68 bilhões devido à queda nas remessas globais de smartphones.

Quem é a ARM

  • Fundada em 1990, a ARM foi lançada como uma joint venture entre a Acorn Computers, a Apple Inc (quando era conhecida como Apple Computer) e a VLSI Technology. 
  • A empresa já foi listada publicamente na Bolsa de Valores de Londres e na Nasdaq de 1998 a 2016, quando o SoftBank fechou o capital por US$ 32 bilhões.
  • A ARM ganha dinheiro com taxas de licenciamento da sua tecnologia e, em seguida, royalties pagos por cada chip vendido por seus clientes (Apple, Microsoft e mais). 
  • Alguns chips da companhia também são usados ​​em notebooks fabricados pela Apple e máquinas que rodam Windows.
  • A companhia britânica também ganhou 10% de participação de mercado em computação em nuvem. O único nicho que ainda não fez grandes apostas foi o mercado de inteligência artificial (IA), dominado atualmente pela Nvidia.

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