O maior parque eólico flutuante do mundo foi inaugurado nesta quarta-feira (23) pela Noruega. A estrutura fica no Mar do Norte e conta com uma tecnologia considerada promissora para a transição de combustíveis fósseis para energia verde.

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No total, são 11 turbinas que produzem até 8,6 megawatts cada no campo de Hywind Tampen. Essa energia é fornecida para cinco plataformas de petróleo e gás localizadas na região e supre cerca de 35% da demanda energética nestes locais.

Energia limpa

  • O parque eólico tem cerca de 140 quilômetros de extensão e já operava desde o final de 2022.
  • No entanto, a inauguração oficial só aconteceu nesta quarta, durante evento que contou com a participação do príncipe herdeiro norueguês Haakon e do primeiro-ministro do país Jonas Gahr Store.
  • A construção é considerada fundamental para os planos de descarbonização da Europa, mas também é vital para reduzir a dependência do petróleo e gás russos em meio à guerra na Ucrânia.
  • “Todos nós e os europeus precisamos de mais eletricidade. A guerra na Ucrânia reforçou esta situação. Esta eletricidade tem de ser proveniente de fontes renováveis se a Europa quiser atingir os seus objetivos climáticos”, defendeu o primeiro-ministro da Norueuga.

Parque eólico flutuante: maior eficiência, mas maiores custos

  • Ao contrário das turbinas eólicas “comuns”, que são fixadas no fundo do mar, as turbinas flutuantes são montadas em uma estrutura ancorada no fundo do mar, segundo informações da Tech Xplore.
  • Isso possibilita a instalação em águas mais profundas e mais distantes da costa, onde os ventos são mais consistentes e fortes.
  • E esse cenário gera mais energia, apesar de essas estruturas serem mais caras.
  • A construção do Hywind Tampen, em profundidades entre 260 e 300 metros, custou cerca de 7,4 bilhões de coroas suecas, o equivalente a US$ 691 milhões.
  • “Sim, é caro, mas alguém tem que liderar o caminho”, disse o primeiro-ministro Jonas Gahr Store.

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