O avanço da inteligência artificial tem gerado diversos temores. E muito discutem se essa tecnologia chegou de fato para valer, ou se será apenas um boom temporário. Para o presidente da Microsoft, Brad Smith, o rápido desenvolvimento da IA pode repetir os erros cometidos pela indústria de tecnologia no início da era das redes sociais.

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Comparação entre IA e redes sociais

  • A declaração foi dada nesta sexta-feira (25) durante um fórum de negócios realizado em Nova Délhi, capital da Índia, e que serve como preparação para a reunião do G20 marcada para o mês de setembro.
  • No evento, o presidente da Microsoft elogiou as potencialidades da inteligência artificial, mas destacou que precisamos observar também os riscos trazidos por ela.
  • Brad Smith lembrou que a tecnologia potencializa a desinformação e que há temores em relação aos impactos da IA no mercado de trabalho.
  • Ele ainda comparou o atual momento com os primeiros anos após a criação das plataformas de mídia social, segundo informações da Tech Xplore.
  • “Naquela época, a indústria de tecnologia ficou um pouco eufórica demais com todas as coisas boas que as mídias sociais trariam ao mundo – e foram muitas – sem pensar nos riscos também. Precisamos ter os olhos claros, precisamos estar animados com as oportunidades, mas pensativos, talvez até preocupados, com o lado negativo. E precisamos construir as grades de proteção desde o início”, afirmou o presidente da Microsoft.

Inteligência artificial: potenciais e riscos

  • Outro ponto ligado à inteligência artificial que foi citado é o potencial da tecnologia para para melhorar ou substituir tarefas feitas por humanos.
  • As ferramentas de IA mostraram nos últimos meses a capacidade de gerar ensaios, criar imagens realistas, imitar vozes de cantores famosos e até passar por exames médicos, entre uma série de usos.
  • Mas há também preocupações de que os chatbots possam inundar a internet com desinformação, que algoritmos tendenciosos produzam material racista ou que a automação alimentada por IA possa devastar indústrias inteiras.
  • Mas um relatório divulgado recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) foi no sentido contrário ao apontar que a inteligência artificial pode, inclusive, gerar um aumento do número de empregos, acrescentando, no entanto, que a tecnologia alteraria a intensidade do trabalho e a autonomia dos trabalhadores.
  • O documento também destacou que os efeitos da tecnologia variariam muito entre profissões e regiões, com os trabalhadores administrativos enfrentando a maior exposição às mudanças e as mulheres mais propensas do que os homens a ver seus empregos afetados.
  • Para Smith, está claro que o público “quer estar confiante de que essa nova tecnologia permanecerá sob controle humano”.
  • Já o presidente-executivo da Mastercard, Michael Miebach, observou que as empresas precisam construir confiança sobre o uso da tecnologia e tomar medidas para resolver questões como o viés da IA.
  • Mas também disse acreditar que os riscos em torno da tecnologia “não são terrivelmente novos” e não devem impedir o desenvolvimento dela.

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