A Inteligência Artificial (IA) vem ganhando cada vez mais popularidade no mundo inteiro. Uma de suas variantes é a IA Generativa, que funciona por meio de um processo de algoritmos para a criação ou geração de texto, código, vídeo, foto, ou até mesmo dados e renderização 3D.

Recentemente, Rachel Woods, cientista de dados, afirmou em um tweet que a usabilidade da tecnologia ainda está abaixo do que pode ser atingida.

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“A maioria das pessoas ainda estão lutando para saber como aproveitar ferramentas como ChatGPT/LLMs/Generative AI. Todo mundo está esperando que alguém lhes conte algum caso de uso secreto. E tem muitas pessoas questionando a praticidade. Mas esses artigos clickbait falham por não citar o problema subjacente: não é que essas ferramentas ‘não sejam úteis’… Na verdade, elas apenas têm um grande problema de usabilidade”, escreveu a cientista.

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Em matéria veiculada pela zdnet.com, especialistas concederam entrevista ao portal e deram 4 sugestões de como tornar a IA Generativa mais útil. Confira!

Desenvolver a capacidade de vender as abordagens corretas

Principal analista da Constellation Research, Andy Thurai afirmou ao portal, que gerentes e profissionais de tecnologia precisam desenvolver de maneira mais profunda o poder de vender as abordagens corretas da IA em seus negócios.

“Uma das razões pelas quais vemos muitas ideias de tecnologia ou inovação falharem é porque elas não conseguem atrair usuários de negócios e detentores de orçamento e CXOs (Chief Experience Officer ou diretor(a) de experiência do usuário), já que eles não conseguem ver o valor que isso traz para sua empresa”, disse Thurai. “O contrário também é verdadeiro. Os técnicos consideram as necessidades do usuário de negócios impossíveis de executar ou devido a limitações de orçamento, tecnologia, recursos e custos”, completou a analista.

Ensinar as pessoas sobre IA

Já para o Dr. Vishal Sikka, fundador e CEO da Vianai, um passo importante é a viabilização de alfabetização tecnológica por parte de empresas.

“Empresas de todos os tamanhos precisam aumentar sua alfabetização tecnológica para criar uma gama mais ampla de talentos trabalhando nos sistemas de IA existentes”, afirmou.

“Assim, mais funcionários devem ser educados sobre os aspectos transcendentes da IA ​​em particular. Eles precisam aprender as limitações e fraquezas. Não apenas o que ela pode fazer, mas coisas que ela não pode fazer e o que precisa ser construído em um sistema de IA que compense por essas limitações”, explicou o CEO.

Elaborar oficinas colaborativas

Para Thurai, também é necessário a implantação de workshops colaborativos. “Neles convidamos técnicos ou implementadores, inovadores, estrategistas, usuários de negócios, detentores de orçamento e CXOs para explorar casos de uso conjuntos. Depois de verem os casos de uso propostos em ação, suas mentes se abrem e eles começam a explorar possíveis casos de uso que agreguem valor”, comentou.

Centralizar a IA no ser humano

Sikka traz em sua última análise, a opinião de que a IA deve ser centrada no ser humano. “Precisamos reunir o poder da compreensão humana com dados e tecnologia de IA – IA centrada no ser humano. Isso pode criar sistemas inteligentes que melhorarão muito os resultados e processos de negócios, pois o feedback dos humanos melhorará naturalmente o desempenho e os resultados da IA”, relatou

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