Uma juíza federal da Califórnia, nos Estados Unidos, deu aval para o prosseguimento de uma ação que acusa a plataforma X, antigo Twitter, de demitir desproporcionalmente trabalhadores. Os desligamentos ocorreram quando Elon Musk comprou a rede social no ano passado.

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A decisão da juíza Susan Illston foi divulgada nesta terça-feira (29). Ela rejeitou um pedido da rede social para arquivar a denúncia.

Segundo a magistrada, o autor da ação coletiva, John Zeman, forneceu evidências suficientes de que as demissões em massa tiveram um impacto maior sobre os funcionários mais velhos. Isso significa que o processo vai continuar tramitando na justiça dos Estados Unidos, segundo reportagem da Reuters.

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Acusações contra o X (Twitter)

  • A ação contra o X aponta que a empresa de Elon Musk demitiu 60% dos trabalhadores com 50 anos ou mais e quase 75% dos que tinham mais de 60 anos.
  • Em contrapartida, foram desligados 54% dos funcionários com menos de 50 anos.
  • Em sua decisão, a juíza destacou que a lei federal proíbe o preconceito de idade no local de trabalho.
  • Shannon Liss-Riordan, advogada de Zeman, disse que “esta decisão valida os argumentos que estamos fazendo de que as alegações de discriminação podem ir adiante”.
  • O X ainda não se pronunciou sobre a continuidade do processo judicial.

Empresa é acusada de outras irregularidades

  • A rede social também é acusada de demissões sem aviso prévio e por forçar a saída de trabalhadores com deficiência ao negar acessibilidade e a possibilidade de home office, exigindo que eles trabalhassem presencialmente.
  • Pelo menos dois processos apontam que a empresa deve cerca de US$ 500 milhões, quase R$ 2,5 bilhões, em indenizações, o que a plataforma nega.
  • São mais de dois mil funcionários que entraram na justiça contra a empresa de Elon Musk.

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