Cérebro precisará se readaptar ao trabalho presencial, diz estudo

Pesquisadores apontam que o cérebro se acostumou com o home office e que a volta aos escritórios diminuirá a produção e exigirá readaptação
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Imagem: fizkes/Shutterstock

A pandemia de Covid-19 fez com que o home office se tornasse quase que uma obrigação para as empresas em meio à crise sanitária. Mas aos poucos, o trabalho presencial vem sendo retomado. Uma volta à rotina antiga que exigirá uma readaptação do nosso cérebro, segundo pesquisadores.

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Readaptação do cérebro ao trabalho presencial

O cérebro é um órgão altamente adaptável, em constante mudança em resposta ao nosso ambiente e comportamento, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade.

Quando trabalhamos em casa, ficamos mais sintonizados com os sons sutis do ambiente, como o zumbido da geladeira e o tique-taque de um relógio, por exemplo. Eles se tornaram o pano de fundo do nosso dia de trabalho, e nossos cérebros aprenderam a conviver com eles, permitindo que nos concentrássemos em nossas tarefas.

De acordo com os pesquisadores, essa mudança nos tornou mais suscetíveis a distrações, caso de conversas no escritórios, telefones tocando e barulhos dos teclados. As informações são da Fast Company.

Cérebro se adaptou ao trabalho home office, diz estudo (Imagem: fizkes/Shutterstock)

Menor produtividade

A pesquisa aponta que a volta para os escritórios reduz a produtividade dos trabalhadores. Além da adaptação do cérebro ao trabalho em casa, os layouts de escritórios abertos pioram o desempenho dos profissionais, dificultando a concentração e o foco nas tarefas.

Um estudo da Universidade da Califórnia em Irvine descobriu que os funcionários de escritórios enfrentam 29% mais interrupções do que aqueles em escritórios privados, levando a taxas mais altas de exaustão. Em tempo de trabalho isso significa uma perda de 3 a 5 horas todos os dias devido a interrupções indesejadas.

Já pesquisadores da Universidade de Karlstad descobriram que quanto mais trabalhadores eram reunidos em um único espaço de escritório, menos satisfeitos ficavam, resultando em menor bem-estar.

E o trabalho híbrido?

  • Ainda de acordo com esses estudos, a única forma de resolver o problema da adaptação do cérebro é voltando ao escritório para exercitar essa retomada de produtividade.
  • No entanto, o questionamento é se a exigência da volta 100% presencial é, de fato, a melhor escolha.
  • Muitos especialistas defendem que o modelo de trabalho híbrido flexível permite o aumento da produtividade.
  • Nesse cenário o escritório, então, se torna um centro de colaboração, conversas matizadas, mentoria e treinamento no trabalho e socialização – atividades que se beneficiam da energia e espontaneidade das interações presenciais.

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Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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