O vape (ou cigarro eletrônico) ganhou terreno, especialmente entre os jovens. As fabricantes conseguiram popularizar o produto dizendo até que seria um “substituto” menos nocivo para quem queria abandonar o cigarro comum. Mas ele está longe de ser inofensivo. Um novo estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, mostra que uma das consequências do uso é a paralisação das células imunológicas da linha de frente, impedindo a capacidade do corpo de reagir a invasores.

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Riscos do vape

Com a popularização do vape, surgiram pesquisas para determinar quais seus reais danos à saúde. No estudo, os pesquisadores descobriram que a exposição moderada ao vapor do vape, seja ela com nicotina ou não, pode paralisar os neutrófilos, que são a primeira linha de defesa do corpo humano no combate a invasores, como vírus.

Como a pesquisa foi feita

  • Para avaliar os danos reais do vape, a pesquisa coletou amostras de sangue de pessoas que nunca fumaram ou vaporizaram fumaça do dispositivo e colocou os neutrófilos presentes nele em contato com o equivalente a 40 baforadas de uma substância sem sabor. Isso é considerado uma quantidade diária pequena.
  • Metade das amostras foi exposta ao vapor sem nicotina e a outra com nicotina.
  • Em ambos os casos, quando em contato com o vapor, os neutrófilos continuam vivos, mas ficam parados no lugar, sem exercer suas funções.
  • A longo prazo, isso pode prejudicar a migração dessas células imunológicas e minimizar sua capacidade de destruir corpos estranhos.
Mão segurando um vape com fumaça saindo do bico do equipamento
(Crédito: Amani A/Shutterstock)

Conclusões

Segundo David Thickett, um dos co-autores do estudo, ao site New Atlas, os neutrófilos normalmente protegem os pulmões e pessoas que fumam vape corram mais risco de doenças respiratórias.

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Os neutrófilos estão fortemente relacionados ao envelhecimento e à doença obstrutiva crônica [pulmonar] e na sua relação com danos nos tecidos, e o impacto da vaporização na supressão da atividade dos neutrófilos, independentemente da nicotina, pode ter implicações a longo prazo para a saúde.

Liz Sapey, coautora do estudo

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