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No começo do mês o Ingenuity, da NASA, realizou seu 57° voo em Marte, totalizando agora mais de 100 minutos sobrevoando o planeta vermelho. O sucesso do helicóptero fez com que outros drones fossem planejados para apoiar a futura missão de recuperação de amostras marcianas. E agora, um novo estudo sugere que eles sejam equipados com magnetômetros, a fim de procurar por resquício de campos magnéticos.
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A ideia de equipá-los com magnetômetros irá permitir estudar áreas que nem roveres e landers na superfície, nem orbitadores espaciais a centenas de quilômetros de altitude conseguem observar. Permitindo que mais informações sobre a evolução de Marte e dos campos magnéticos incrustados na sua crosta.
A era das pesquisas baseadas em helicópteros em Marte já começou. Argumentamos que os estudos baseados em magnetômetros podem fazer uso da tecnologia aérea para responder a algumas das questões-chave relativas à evolução inicial de Marte.
Trecho da pesquisa publicada recentemente no The Planetary Science Journal
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Campo magnético em Marte
Diferente da Terra, Marte não gera seu próprio campo magnético. Na maioria dos planetas do Sistema Solar, a magnetosfera é gerada a partir do movimento dos metais derretidos em seu núcleo. Acredita-se que há cerca de 3 a 4 bilhões de anos esse movimento parou no planeta vermelho.
No entanto, isso não significa que Marte perdeu completamente seu magnetismo, bolsões de crosta magnetizada ainda perduram no planeta. No entanto, a força e a profundidade dessas manchas magnéticas não estão bem mapeadas.
Entender onde elas estão localizadas podem fornecer insights sobre a evolução do planeta e os helicópteros podem ajudar a localizá-las. Com voos a apenas algumas dezenas de quilômetros acima da superfície marciana, será possível que desfiladeiros, encostas íngremes, crateras e dunas, impossíveis de serem acessados por rovers e pequenos demais para serem vistas por orbitadores, possam ser investigadas atrás de resquícios do campo magnético marciano.
A ideia de equipar os helicópteros com magnetrômetros é apoiada por precedentes aqui na Terra. Anomalias magnéticas nos limites das placas tectônicas não conseguiram ser detectadas a partir de satélites na órbita terrestre, mas foram reveladas por aeronaves que sobrevoaram essas regiões.
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