Os buracos negros são um dos fenômenos mais enigmáticos e fascinantes do universo. São regiões do espaço-tempo onde a gravidade é tão intensa que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar de sua atração.

Essas misteriosas estruturas cósmicas têm intrigado cientistas e astrônomos por décadas, e a busca pelos maiores e mais massivos buracos negros é uma das áreas mais emocionantes da astrofísica. Veja os cinco maiores buracos negros conhecidos no universo, revelando sua história, características e importância na compreensão do cosmos.

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TON 618 – Um gigante obscuro

Nosso primeiro candidato à lista dos maiores buracos negros do universo é o TON 618. Localizado a uma distância estimada de cerca de 10,37 bilhões de anos-luz da Terra, o TON 618 é um dos buracos negros mais massivos já descobertos. Sua massa é estimada em aproximadamente 66 bilhões de vezes a massa do nosso Sol.

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O TON 618 é classificado como um quasar, uma espécie de núcleo galáctico ativo, e é alimentado por uma quantidade colossal de matéria. Esse buraco negro supermassivo tem um disco de acreção extremamente brilhante, que emite uma quantidade impressionante de energia, principalmente na forma de radiação eletromagnética, tornando-o visível para os astrônomos mesmo a grandes distâncias.

A descoberta do TON 618 e sua inclusão nesta lista não apenas destaca a capacidade da humanidade de estudar objetos tão distantes, mas também levanta questões importantes sobre a formação e evolução dos buracos negros supermassivos.

S5 0014+81 – O gigante ancião

Localizado a cerca de 12 bilhões de anos-luz da Terra, esse gigantesco quasar possui uma massa estimada em 40 bilhões de vezes a massa do sol, o colocando como um dos mais massivos e imponentes buracos negros no nosso universo.

Além de ser um monstro colossal, o S5 0014+81 é obviamente considerado um astro extremamente raro e que poucas vezes pôde ser observado algo de tal magnitude em nossa história. Além disso, este é um dos buraco negros mais velhos que conhecemos e só para se ter uma ideia de seu tamanho, ele possui aproximadamente 37 vezes o a órbita de Plutão,

TON 256 – Outro gigante do Universo distante

Nossa jornada pelos maiores buracos negros do universo nos leva agora ao TON 256, outro quasar supermassivo que merece destaque. Situado a cerca de 13,1 bilhões de anos-luz de distância da Terra, o TON 256 é ainda mais antigo que o TON 618, tornando-o um dos objetos mais antigos conhecidos no universo observável.

Este buraco negro supermassivo possui uma massa estimada em cerca de 37 bilhões de vezes a do Sol, o que o coloca entre os maiores de sua categoria. Como o TON 618, o TON 256 é alimentado por um disco de acreção brilhante, que emite uma quantidade significativa de energia.

A observação de buracos negros tão distantes como o TON 256 fornece informações valiosas sobre as condições do universo primordial e como esses objetos maciços se formaram e evoluíram ao longo do tempo cósmico.

Representação artística de um núcleo galáctico com buraco negro no centro classificado como quasar. Imagem: Orin – Shutterstock

TON 1 – Uma maravilha no centro do Universo

Continuando nossa exploração, chegamos ao TON 1, mais um quasar supermassivo com um buraco negro colossal em seu núcleo. Este objeto enigmático está localizado a aproximadamente 10,9 bilhões de anos-luz de distância da Terra e possui uma massa estimada em torno de 15 bilhões de vezes a do Sol.

O TON 1 é notável não apenas por sua massa impressionante, mas também por sua localização no centro do universo observável. Sua distância extrema da Terra significa que estamos observando o universo em uma época muito anterior à formação da Via Láctea, oferecendo insights importantes sobre as condições do universo primordial.

Além disso, o TON 1 desafia nossa compreensão atual da formação e evolução dos buracos negros supermassivos, uma vez que sua existência em uma era tão antiga é um enigma que os astrônomos estão ansiosos para resolver.

Sagittarius A* – O Buraco Negro no Coração da Via Láctea

Enquanto os quasares supermassivos mencionados anteriormente estão a bilhões de anos-luz de distância da Terra, nosso último destaque está muito mais próximo de casa. Sagittarius A* (pronuncia-se “Sagitário A-estrela”) é o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, nossa galáxia.

Sagittarius A* é uma entidade imponente, com uma massa estimada em cerca de 4,1 milhões de vezes a do Sol. Embora seja muito menor em comparação com os quasares distantes, sua proximidade torna-o um objeto de estudo incrivelmente importante para os astrônomos.

Este buraco negro supermassivo não emite luz visível diretamente, mas a presença de estrelas próximas a ele permite aos cientistas estudá-lo através das órbitas dessas estrelas. As observações detalhadas das estrelas orbitando Sagittarius A* forneceram evidências convincentes da existência deste buraco negro no centro de nossa galáxia.

O Sagittarius A* é crucial para nossa compreensão da dinâmica da Via Láctea, bem como para testar a teoria da relatividade de Einstein em condições extremas de gravidade.

Primeira foto registrada do buraco negro localizado em nossa galáxia (Imagem: Event Horizon Telescope (EHT)/National Science Foundation/Handou)

Os buracos negros supermassivos são verdadeiros enigmas do cosmos, desafiando nossa compreensão atual da física e da astronomia. A busca por esses gigantes cósmicos continua a revelar objetos cada vez mais massivos e distantes, como o TON 618, o TON 256 e o TON 1, que estão entre os maiores buracos negros conhecidos no universo.

Esses objetos não apenas nos surpreendem com suas massas colossais, mas também oferecem insights cruciais sobre a formação e evolução do universo, especialmente em suas fases primordiais. Além disso, a proximidade de Sagittarius A* no centro da Via Láctea permite que os astrônomos estudem os buracos negros supermassivos em um ambiente mais familiar.

À medida que nossa tecnologia e técnicas de observação melhoram, podemos esperar descobrir mais buracos negros supermassivos e desvendar novos segredos sobre essas maravilhas cósmicas. A exploração desses buracos negros gigantes continuará a desempenhar um papel fundamental na expansão de nosso conhecimento sobre o universo e em nossa busca por respostas para algumas das perguntas mais profundas da astrofísica.

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