A compra da Activision pela Microsoft pode, finalmente, estar perto de ser concluída. De acordo com a Reuters, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA), regulador antitruste do Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira (22) que a nova oferta revisada da Microsoft “aborda substancialmente as preocupações anteriores e abre portas para a aprovação do acordo”.  

O que aconteceu? 

  • A proposta de compra da Microsoft pela Activision já foi aprovada na União Europeia, China, Brasil e outros, mas bloqueado no Reino Unido em abril; 
  • Para a CMA, havia riscos de a gigante de tecnologia dos EUA ganhar controle excessivo no mercado de jogos em nuvem; 
  • Após negociações, a Microsoft apresentou à CMA uma nova proposta para concluir o negócio de US$ 69 bilhões, o maior registrado no mercado de jogos; 
  • O regulador tem até 18 de outubro para divulgar uma decisão. 

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A CMA considera que o acordo reestruturado traz mudanças importantes que abordam substancialmente as preocupações estabelecidas em relação à transação original no início deste ano. Em particular, a venda dos direitos de streaming em nuvem da Activision para a Ubisoft impedirá que este importante conteúdo — incluindo jogos como Call of Duty , Overwatch e World of Warcraft — fique sob o controle da Microsoft em relação aos jogos em nuvem.

CMA em comunicado.

Para a Activision, o desenvolvimento positivo na revisão da CMA é uma ótima notícia para seu futuro com a Microsoft. A big tech de Bill Gates também comemorou a aprovação preliminar. 

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Apresentamos soluções que acreditamos atenderem totalmente às preocupações restantes do CMA relacionadas ao streaming de jogos em nuvem e continuaremos a trabalhar para obter aprovação para fechar antes do prazo final de 18 de outubro.  

Brad Smith, presidente da Microsoft. 

Segundo a analista de ações Sophie Lund-Yates, da Hargreaves Lansdown, a perda dos direitos dos jogos em nuvem não era uma concessão ideal a ser feita pela Microsoft, mas era uma garantia necessária para o acordo ser aprovado. 

Este parece ser o último obstáculo no caminho. 

Sophie Lund-Yates, analista de negócios da Hargreaves Lansdow.

Vale lembrar que a Comissão Federal de Comércio dos EUA também tentou bloquear o acordo, mas o tribunal responsável recusou o pedido, permitindo a fusão no país. 

Agora, a CMA deve realizar avaliação final para divulgar uma decisão definitiva. Espera-se que o negócio seja oficialmente concluído no início de outubro. 

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