A Meta vai lançar, em breve, avatares fotorrealistas (que parecem pessoas de verdade) para o Quest – seu headset de “realidade mista“. E dá para ter uma ideia de como eles serão, porque Mark Zuckerberg, CEO da big tech, os usou numa entrevista ao apresentador de podcast Lex Fridman, publicada recentemente.

Para quem tem pressa:

  • A Meta está prestes a lançar avatares fotorrealistas para o seu headset de “realidade mista” Quest, criando representações virtuais que se assemelham a pessoas reais;
  • Esses avatares foram utilizados por Mark Zuckerberg em uma entrevista em realidade virtual com Lex Fridman;
  • A criação desses avatares envolveu horas de captura facial de Zuckerberg e Fridman em um estúdio, permitindo a construção de cabeças de avatar controláveis por movimento;
  • Os avatares serão compatíveis com os headsets Meta Quest Pro e Meta Quest 3, rastreando expressões faciais, com destaque para os olhos e a boca;
  • A captura de avatar em breve será simplificada, levando apenas dois a três minutos em um smartphone, o que indica um futuro de comunicação mais imersiva e significativa na internet.

“Isso é realmente a coisa mais incrível que já vi”, disse o apresentador enquanto entrevistava Zuckerberg em realidade virtual (VR). Segundo Fridman, os avatares são realistas suficientes para saírem do “vale da estranheza” – quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida (mas não idêntica) a seres humanos reais a ponto de provocar repulsa em quem observa.

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Novos avatares realistas da Meta

Captura de tela de avatar da Meta de Mark Zuckerberg durante entrevista em realidade virtual
(Imagem: Reprodução/YouTube)

Os avatares fotorrealistas fazem parte de um programa de pesquisa e exigiram que tanto Zuck quanto Fridman passassem horas num estúdio tendo seus rostos capturados por uma variedade de câmeras enquanto faziam várias expressões faciais, que foram usadas para construir cabeças de avatar controláveis por movimento.

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Os headsets de VR neste caso eram unidades Meta Quest Pro, mas a tecnologia também funcionará no Meta Quest 3, que é mais barato. Uma série de câmeras embutidas no headset rastreiam suas expressões faciais, prestando especial atenção aos movimentos dos olhos e da boca.

Esses dados de movimento, somados ao áudio dos microfones do headset, compõem um fluxo de dados compacto que pode ser enviado através do país com uma latência quase zero, para acionar uma cópia do avatar de cada pessoa pré-baixado no headset do parceiro de conversa.

O realismo aqui é simplesmente incrível. Acredito que seja o futuro de como os humanos se conectam de forma profundamente significativa na internet. Isso é super interessante, pois tal intimidade de conversa pode ser alcançada remotamente. Eu não faço podcasts remotos por esse motivo – mas isso muda completamente tudo.

Lex Fridman, apresentador de podcast

O processo atual de captura de avatar em breve se tornará mais simples, levando de dois a três minutos num smartphone.

Provavelmente estamos coletando expressões em excesso quando estamos fazendo a digitalização, porque ainda não descobrimos o quanto podemos reduzir isso para um processo realmente simplificado e extrair das digitalizações que já foram feitas. O objetivo, e já temos um projeto trabalhando nisso, é fazer uma digitalização muito rápida em que você pega o celular, o move na frente do seu rosto por alguns minutos, diz algumas frases, faz várias expressões.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta

Esses tipos de avatares fotorrealistas podem funcionar para alguns tipos de comunicação – por exemplo: conversas íntimas e reuniões. Mas, do jeito que são construídos, dá para fazer todo tipo de coisas com eles, desde falar como a cabeça de outra pessoa, até exagerar ou minimizar suas expressões. Também dá para abandonar o fotorrealismo por completo e usar praticamente qualquer tipo de avatar.

Confira abaixo a entrevista: