Placa tectônica do tamanho de um oceano existiu no passado; veja como ela era

A chamada placa tectônica Pontus abrangia um quarto do atual Oceano Pacífico e foi engolida ao longo de milhões de anos
Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 10/10/2023 11h44
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Imagem: Naeblys - Shutterstock
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A história da formação da Terra ainda não é totalmente conhecida pela ciência. Ano após ano novas informações sobre o passado do nosso planeta são descobertas. A mais recente é uma placa tectônica de 120 milhões de anos e que tinha um quarto do tamanho do Oceano Pacífico. O estudo foi publicado na revista Gondwana Research.

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Placa Pontus

A chamada placa Pontus abrangia um quarto do atual Oceano Pacífico, estimam os pesquisadores. Naquela época, existia um vasto oceano entre a Eurásia e a Austrália. E vale a pena lembrar que o Oceano Pacífico é o maior do planeta. Segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), essas são as dimensões:

  • Oceano Pacífico: 161,7 milhões de quilômetros quadrados.
  • Oceano Atlântico: 85,1 milhões de quilômetros quadrados.
  • Oceano Índico: 70,5 milhões de quilômetros quadrados.
  • Oceano Antártico: 21,9 milhões de quilômetros quadrados.
  • Oceano Ártico: 15,5 milhões de quilômetros quadrados.

Quando a Pangeia se separou, a Pontus foi engolida ao longo de milhões de anos por novas placas tectônicas até que se chegasse a configuração atual da Terra. As informações são da ScienceAlert.

A existência da antiga placa tectônica foi confirmada juntando dados geológicos preservados em cadeias de montanhas e fragmentos oceânicos. Os pesquisadores chegaram a conclusão estudando formações rochosas no norte de Bornéu.

Pensávamos que estávamos lidando com relíquias de uma placa perdida que já conhecíamos. Mas nossa pesquisa de laboratório magnético nessas rochas indicou que nossas descobertas eram originalmente de muito mais ao norte, e tinham que ser restos de uma placa diferente, anteriormente desconhecida.

Suzanna van de Lagemaat, geóloga da Universidade de Utrecht, na Holanda
Placa Pontus (Imagem: divulgação/Universidade de Utrecht)

Durante o trabalho, foram reconstruídos os movimentos das placas tectônicas desde a época dos dinossauros até os dias atuais.

Ao contrário de reconstruções anteriores, os pesquisadores optaram por não usar dados paleogeomagnéticos, o antigo registro do campo magnético giratório da Terra preservado em rocha, para orientar a placa do Mar das Filipinas. Tais dados são escassos nesta região de fogo, por isso podem refletir deformações na placa do Mar das Filipinas em vez de seu movimento geral.

Em vez disso, foi considerada toda a região do Pacífico Ocidental e seu antecessor, o superoceano Panthalassa, que cercava o supercontinente Pangeia.

Os resultados encontrados pela pesquisa apontavam para fragmentos de uma antiga placa tectônica que havia afundado profundamente no manto da Terra. E restos da placa foram identificados em Palawan, uma ilha no oeste das Filipinas, e no Mar da China Meridional, confirmando a hipótese proposta no estudo.

Veja a evolução da placa Pontus:

Placas tectônicas

  • Placas tectônicas são grandes blocos rochosos semirrígidos que compõem a crosta terrestre.
  • A Terra divide-se em quatorze principais placas tectônicas, que se movimentam sobre o manto de forma lenta e contínua, podendo aproximar-se ou se afastar umas das outras.
  • Essa movimentação resulta na formação de montanhas, fossas oceânicas, atividades vulcânicas, terremotos e tsunamis.

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.