A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil é administrada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que coordena a distribuição no país. Mesmo assim, uma parcela da energia gerada nacionalmente é advinda de sistemas elétricos localizados em regiões isoladas, fora da cobertura do SIN.

Pensando nisso, o professor Marcelo Almeida, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a LACTEC, desenvolveu um software focado em melhorar esses sistemas isolados movidos a diesel e o armazenamento de energia em baterias.

Entenda a distribuição

  • Segundo o Jornal da USP, o SIN coordena e controla a energia elétrica que cobre a maior parte do território brasileiro – e possui 179.311 km de extensão;
  • Mesmo assim, o Brasil ainda enfrenta problemas com a distribuição de energia elétrica;
  • Além disso, cerca de 1% da energia produzida no país está fora do SIN, sendo administrada em sistemas isolados localizados em regiões remotas;
  • Atualmente, cerca de 200 sistemas isolados estão em operação em território nacional, com a maioria deles na região amazônica.
À esquerda, mapa do Brasil com as indicações do Sistema Interligado Nacional. À direita, os sistemas de energia isolados / Imagem: Jornal da USP

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O software

Intitulado “Otimização multiobjetivo de recursos energéticos distribuídos visando sustentabilidade e confiabilidade em microrredes isoladas, incluindo sistema de armazenamento de energia com baterias e financiado pela Neoenergia”, o programa visa proporcionar uma distribuição eficiente e segura da energia elétrica produzida pelos canais isolados, ou seja, que não são administrados pelo SIN.

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Esse software conta com uma interface minimalista e de fácil utilização, que foi criada para ser altamente flexível e permitir sua aplicação em diversos sistemas isolados, com diversas configurações. Projetado para ser utilizado por sistemas isolados, ele também pode ser integrado aos geradores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia com baterias.

Como resultado, o programa oferece um despacho otimizado, calculado para minimizar o consumo de combustível, geralmente diesel. Com isso, o software consegue reduzir a utilização do combustível em áreas remotas, e, como consequência, reduzir os impactos no meio ambiente.

Um exemplo de sistema isolado com a aplicação de um protótipo do software é Fernando de Noronha. A ilha não pode integrar o SIN e depende de geradores locais, por estar longe do continente. Esses sistemas são compostos de geradores elétricos que operam em rede e armazenam energia em baterias.