Israel x Hamas: o papel da União Europeia para coibir a desinformação

A Meta e o TikTok precisarão explicar como estão lidando com o conteúdo que viola as políticas da União Europeia relacionado à guerra
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 19/10/2023 14:28, atualizada em 19/10/2023 15:45
Bandeira da União Europeia
(Imagem: Reprodução)

A Comissão Europeia solicitou formalmente informações à Meta e ao TikTok sobre como as redes sociais estão lidando com o conteúdo que viola as políticas do bloco e a desinformação relacionados à guerra entre Israel e o Hamas. A investigação faz parte da recém promulgada Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia (UE), que responsabiliza legalmente as plataformas pelos conteúdos postados nelas.

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União Europeia cobra empresas por violação de regras do bloco

  • A Meta e o TikTok têm até o dia 25 de outubro para responder ao pedido da Comissão Europeia.
  • De acordo com as autoridades europeias, as empresas podem ser multadas de até 6% do faturamento global delas em caso de violação das regras do bloco.
  • A União Europeia (UE) também pode aplicar multas por “informações incorretas, incompletas ou enganosas em resposta a um pedido de informação”.
  • As informações são da The Verge.
Guerra entre Israel e Hamas tem ganhado cada vez mais espaço nas redes sociais (Imagem: Anas-Mohammed/Shutterstock)

Guerra Israel-Hamas e as redes sociais

Na semana passada, a Comissão Europeia enviou um pedido semelhante ao X, antigo Twitter, cobrando a empresa de Elon Musk sobre “a disseminação de conteúdo terrorista e violento e discurso de ódio”.

Apesar do Hamas ser banido das redes sociais, desde o início do conflito no Oriente Médio, no dia 7 de outubro, diversas contas favoráveis ao grupo terrorista ganharam centenas de milhares de seguidores. Além disso, diversas postagens com imagens dos ataques ou difundindo ideias extremistas se propagaram pela internet.

Segundo analistas, a mais recente guerra escancarou, mais uma vez, os desafios das empresas de tecnologia no sentido de minimizar a disseminação de conteúdo falso ou extremista. Em conflitos passados, as redes sociais foram fortemente criticadas por não agir contra a propagação desses conteúdos ou até mesmo por ser excessivamente zelosas, impedindo a circulação até mesmo de informações verdadeiras.

Enquanto conteúdos abertamente pró-terrorismo circulam nas redes, há milhares de relatos de postagens que não faziam qualquer apologia ao Hamas, apenas defendendo a criação de um Estado Palestino, e que foram simplesmente tiradas do ar.

Além do conteúdo relacionado à guerra entre Israel e Hamas, as autoridades europeias estão investigando a Meta e o TikTok em relação a preservação da integridade das eleições. Essas respostas precisam ser enviadas até 8 de novembro.

Por fim, o TikTok também é obrigado a fornecer mais informações sobre como está protegendo menores na plataforma.

Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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