A Nokia anunciou nesta quinta-feira (19) que cortará até 14 mil empregos com objetivo de reduzir custos. Segundo comunicado da empresa, que registrou uma queda significativa nas vendas de equipamentos 5G no terceiro trimestre nos EUA, ela não espera uma recuperação do mercado americano, um dos mais lucrativos para a companhia. 

O que você precisa saber: 

  • Após o anúncio, as ações da empresa finlandesa, que produz equipamentos para redes de telecomunicações, caíram 2%; 
  • O plano da companhia é poupar de 800 milhões a 1,2 bilhões de euros até 2026; 
  • E reduzir sua base de funcionários para algo entre 72 e 77 mil, de um total de 86 mil — um corte equivalente a 16% da sua força de trabalho. 

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A situação do mercado é realmente desafiadora, sendo testemunhada pelo fato de que em nosso mercado mais importante, que é o mercado norte-americano, nossas vendas líquidas caíram 40% no terceiro trimestre. 

Pekka Lundmark, presidente-executivo da Nokia, à Reuters. 

Apesar das metas para cortes de custos, a empresa não reduziu suas perspectivas para o ano “Continuamos a acreditar no mercado de médio e longo prazo, mas não vamos ficar sentados esperando e rezando para que o mercado se recupere tão cedo. Simplesmente não sabemos quando ele irá se recuperar.” 

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Crescimento lento para o 5G 

O 5G é uma das promessas da indústria destinada a iniciar a era da automação e dos carros sem motorista, mas as empresas estão demorando a adotar a nova tecnologia.

Com um crescimento lento, os operadores de telecomunicações sofrem com os seus orçamentos de investimento e optam por realizar suas próprias estratégias para lidar com o cenário, resultando no corte de custos. 

Esta indústria deveria estar indústria voando alto, impulsionada pela demanda incessante por seus serviços. Em vez disso, inúmeras questões continuam a ser colocadas em torno da relevância das operadoras e do futuro a longo prazo. 

 Kester Mann, analista da CCS Insight, à Reuters. 

Não apenas a Nokia, a Ericsson, que também depende fortemente do mercado dos EUA, demitiu milhares de funcionários este ano. Esta semana, a empresa pontuou ainda que, infelizmente, a mesma incerteza que afeta a Nokia, também recai sobre seus negócios, o que persistirá até 2024.