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A Tesla venceu, na terça-feira (31), o primeiro julgamento envolvendo seu sistema de piloto automático (Autopilot) e um acidente que matou uma pessoa e feriu duas gravemente em 2019. Segundo informações da Reuters, o júri do processo concluiu que a tragédia foi causada por erro humano, principalmente após a argumentação de que o motorista havia consumido bebida alcoólica.
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Para quem tem pressa:
- O acidente ocorreu em 2019 e matou Micah Lee, de 37 anos, que dirigia um Model 3 em uma rodovia de Los Angeles a 105 km/h;
- O veículo saiu repentinamente da estrada e bateu em uma palmeira. O EV pegou fogo após o impacto. Lee morreu no local;
- Segundo o processo, que pediu US$ 400 milhões em indenização aos sobreviventes, a Tesla vendeu (e ainda vende) um carro com sistema de piloto automático defeituoso ou experimental (em teste), levando ao acidente;
- Para os advogados de acusação, “o comando de direção excessivo é um problema conhecido na Tesla”;
- O júri de 12 membros anunciou que concluiu que o veículo não apresentava defeito de fabricação. O veredito veio no quarto dia de deliberações e a votação foi de 9-3;
- A decisão representa a segunda grande vitória da Tesla este ano e reforça os argumentos da montadora: na estrada, a responsabilidade é do condutor.
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O processo se refere tanto ao Autopilot quanto ao novo sistema Full Self-Driving (FSD), mais avançada tecnologia da Tesla, que tem atraído escrutínio regulatório e legal.
A defesa da Tesla argumentou que os defeitos apontados eram teoricamente possíveis, mas sem comprovação. Uma solução para evitar alguns tipos de falhas também foi projetada como resultado de apontamentos, segundo a empresa.
Além da comprovação de uso de álcool pelo motorista, os advogados da montadora de Elon Musk também pontuaram que não havia certeza de que o piloto automático estava em uso no momento do acidente, convencendo o júri da isenção da fabricante no caso.
Este foi o primeiro processo contra o Autopilot da Tesla que envolveu fatalidades. A empresa venceu outra ação em abril sob a argumentação de que a tecnologia requer monitoramento humano, apesar dos nomes “Autopilot” e “Full Self-Driving”.
A montadora deve enfrentar nos próximos meses outros julgamentos e investigações federais relacionados à mesma tecnologia. A decisão desse primeiro júri, no entanto, deve dar o tom para os que estão por vir.