Alvo de críticas por não estar atuando na moderação de conteúdo em meio à guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, o TikTok afirmou que já retirou do ar uma enorme quantidade de material falso sobre o conflito. Em comunicado, a rede social informou ter removido mais de 925 mil vídeos e 24 milhões de contas da plataforma.

Leia mais

O TikTok ainda destacou ter tirado do ar milhões de conteúdos marcados pela desinformação em todo o mundo e mais de meio milhão de comentários de bots em hashtags relacionadas ao conflito.

As informações foram divulgadas pela empresa no momento em que alguns políticos dos Estados Unidos têm intensificado os pedidos para que a rede social seja banida do país. Eles alegam que o algoritmo do TikTok está promovendo conteúdo pró-terrorismo.

publicidade

A empresa nega as acusações e afirma que tais alegações são baseadas em “análises infundadas” dos dados. As informações são da Engadget.

Infelizmente, alguns comentaristas mal informados descaracterizaram nosso trabalho para evitar a disseminação de discurso de ódio e desinformação em torno da crise em Israel e Gaza, especialmente no que diz respeito ao antissemitismo. Nos últimos dias, houve uma análise infundada de dados de hashtags do TikTok em torno do conflito, fazendo com que alguns comentaristas insinuassem falsamente que o TikTok está empurrando conteúdo pró-terrorismo para usuários dos EUA.

TikTok, em comunicado
Bombardeios em Gaza (Imagem: Anas-Mohammed/Shutterstock)

Dificuldades para combater a desinformação

  • O TikTok não é a única empresa que tem sofrido pressão por não combater a desinformação sobre a guerra no Oriente Médio.
  • Um estudo da NewsGuard, apontou que 74% das publicações com conteúdos falsos sobre o conflito vieram de contas verificadas no X, antigo Twitter.
  • Além disso, nos últimos dias, a Comissão Europeia solicitou formalmente informações à Meta sobre como a empresa está lidando com o conteúdo que viola as políticas do bloco e a desinformação relacionados ao conflito.
  • A investigação faz parte da recém promulgada Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia (UE), que responsabiliza legalmente as plataformas pelos conteúdos postados nelas.
  • Já o Telegram decidiu bloquear o acesso a uma conta oficial das Brigadas Al-Qassam, a ala militar do Hamas, após pressão

Guerra Israel-Hamas e as redes sociais

Apesar do Hamas ser banido das redes sociais, desde o início do conflito no Oriente Médio, diversas contas favoráveis ao grupo terrorista ganharam centenas de milhares de seguidores. Além disso, diversas postagens com imagens dos ataques ou difundindo ideias extremistas se propagaram pela internet.

Segundo analistas, a mais recente guerra escancarou, mais uma vez, os desafios das empresas de tecnologia no sentido de minimizar a disseminação de conteúdo falso ou extremista. Em conflitos passados, as redes sociais foram fortemente criticadas por não agir contra a propagação desses conteúdos ou até mesmo por ser excessivamente zelosas, impedindo a circulação até mesmo de informações verdadeiras.

Enquanto conteúdos abertamente pró-terrorismo circulam nas redes, há milhares de relatos de postagens que não faziam qualquer apologia ao Hamas, apenas defendendo a criação de um Estado Palestino, e que foram simplesmente tiradas do ar.