Dados confidenciais da Boeing são vazados por grupo hacker

A Boeing já havia confirmado ter sido vítima de um ataque hacker que teve como alvo “elementos de negócios de peças e distribuição”
Hacker de costas rodeado por equipamentos
(Imagem: Wikimedia Commons)

Dados da Boeing, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, foram vazados nesta sexta-feira (10) pelo grupo criminoso LockBit. No início do mês, a empresa havia confirmado ter sido vítima de um ataque cibernético que teve como alvo “elementos de negócios de peças e distribuição”.

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Boeing já havia confirmado ter sido vítima de ataque hacker

Os hackers já haviam informado que tinham conseguido acesso a dados confidenciais da empresa e que vazariam essas informações caso a Boeing não pagasse um resgate até 2 de novembro. Os arquivos divulgados datam principalmente do final de outubro.

Ligada à Rússia, o grupo LockBit já invadiu 1.800 sistemas em todo o mundo desde o final de 2019, de acordo com um recente comunicado do governo dos Estados Unidos. Eles costumam agir a partir de ataques de ransomware e cobram pelo resgate dos dados roubados.

A Boeing garantiu que o ataque hacker não representa uma ameaça à segurança dos voos. E disse que continua investigando o caso internamente e também auxiliando a polícia dos Estados Unidos.

Estamos cientes de que, em conexão com este incidente, um agente criminoso de ransomware divulgou informações que alega ter retirado de nossos sistemas. Continuamos a investigar o incidente e permaneceremos em contato com as autoridades policiais, regulatórias e partes potencialmente afetadas, conforme apropriado.

Boeing, em comunicado

As informações são da Reuters.

Imagem: Michael Vi/Shutterstock

Outros ataques da Lockbit

  • No ano passado, a Jeppesen, subsidiária da Boeing que oferece informações de navegação, ferramentas de planejamento de operações e produtos de planejamento de voo, foi alvo de um ataque cibernético.
  • Naquela oportunidade, houve interrupção no planejamento de voo.
  • Já nesta quinta-feira (09), o braço do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) dos EUA foi alvo de um ataque de ransomware que interrompeu as negociações no mercado do Tesouro do país.
  • Especialistas acreditam que a Lockbit também está por trás da invasão.
Alessandro Di Lorenzo
Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Bruno Capozzi
Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

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