Google processa criminosos que aplicam golpes com Bard ‘fake’

No golpe, criminosos alegam fornecer "versão mais recente" do Bard para espalhar malware que rouba credenciais de rede social
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni 13/11/2023 11:59, atualizada em 14/11/2023 21:21

O Google anunciou, nesta segunda-feira (13), que move um processo na Califórnia (EUA) contra indivíduos suspeitos de estarem sediados no Vietnã, acusados de criar páginas de rede social e anúncios fraudulentos para aplicar golpe com uma espécie de “fake” do Bard.

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Para quem tem pressa:

  • O Google moveu um processo na Califórnia contra indivíduos suspeitos no Vietnã por criação de páginas de mídia social e anúncios fraudulentos;
  • Os golpistas alegam fornecer uma “versão mais recente” do Google Bard, um serviço de IA generativa, para download, mas, na realidade, espalham malware que rouba credenciais de rede social;
  • Os golpistas utilizam marcas registradas do Google, como Google, Google AI e Bard, para enganar usuários desavisados;
  • A ação judicial destaca que os golpistas promovem suas atividades maliciosas com posts patrocinados no Facebook para ampliar a distribuição do malware;
  • O Google busca medidas proativas, solicitando a desativação dos domínios maliciosos junto aos registradores de domínios dos EUA e destacando a importância das ações judiciais para estabelecer precedentes e aumentar as consequências para os infratores.

Os golpistas alegam fornecer uma “versão mais recente” do Google Bard, mas o download oferecido esconde um malware que rouba as credenciais de rede social das vítimas para uso malicioso. O processo faz parte das ações da big tech contra golpistas que tentam se aproveitar do hype em torno da IA generativa, tecnologia por trás de chatbots como Bard e ChatGPT.

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Mão segurando celular com logomarca do Google Bard
(Imagem: gguy/Shutterstock)

O processo destaca que os golpistas, cujas identidades ainda são desconhecidas, alegam fornecer a “versão mais recente” do Google Bard para download.

No entanto, eles não têm nenhuma afiliação real com o Google, embora finjam tê-la. Utilizando marcas registradas da empresa, incluindo Google, Google AI e Bard, eles enganam usuários desavisados a baixarem malware em seus computadores.

Ainda de acordo com o processo, os golpistas promoveram suas atividades maliciosas por meio de posts patrocinados no Facebook, na tentativa de ampliar a distribuição do malware.

O golpe explora o interesse e a agitação em torno de tecnologias emergentes, semelhante a golpes anteriores relacionados a criptomoedas. Os golpistas induzem a crença de que o Bard é um serviço ou aplicativo pago que requer download, enquanto, na verdade, está disponível gratuitamente.

O Google revelou que já enviou aproximadamente 300 solicitações de remoção relacionadas a esses golpistas. No entanto, a empresa agora busca medidas mais proativas para impedir futuros ataques, solicitando a desativação dos domínios maliciosos junto aos registradores de domínios dos EUA.

A conselheira geral do Google, Halimah DeLaine Prado, destacou, numa postagem no blog do Google, a importância das ações judiciais como uma ferramenta para estabelecer precedentes legais, interromper as operações dos golpistas e aumentar as consequências para os infratores.

Pedro Spadoni
Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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