Embora seja uma forma eficiente e rápida de deslocamento, viajar de avião não é sempre uma experiência confortável. Voar pode desencadear uma série de desconfortos e dificuldades para o corpo humano, que podem começar já na preparação para a viagem. Para algumas pessoas, pode ser uma experiência estressante por envolver fatores que fogem do controle.

O fenômeno conhecido como “air rage”, a raiva excessiva durante voos, é mais complexo do que simples desconforto. Especialistas explicam que a raiva surge de uma percepção de falta de controle, intensificada durante o voo, quando os passageiros confrontam a limitação de controle sobre a experiência de viagem. Atrasos e falta de espaço no compartimento de bagagem são exemplos que evidenciam essa falta de controle, desencadeando respostas de raiva em alguns passageiros.

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Mas os efeitos de voar podem ser sentidos também em nossos corpos. Voar pode causar problemas como desidratação, cansaço, dor de ouvido e enjoos. As mudanças de pressão dentro da cabine durante processo de pressurização servem para garantir que haja ar suficiente em pressão atmosférica próxima a da superfície. Causando um “estalo” no ouvido. Esse desconforto ocorre devido ao desequilíbrio da pressão entre o ambiente externo e o ouvido interno, onde o ar fica preso atrás do tímpano.

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Viajar para fusos horários diferentes, especialmente durante voos longos, frequentemente resulta em um fenômeno conhecido como jet lag. Esse desajuste no relógio biológico do corpo pode manifestar-se através de sintomas como cansaço, rotina de sono desregulada, náuseas e confusão: a trombose venosa profunda (TVP).

Durante voos prolongados, a imobilidade prolongada pode contribuir para o desenvolvimento de coágulos sanguíneos nas veias das pernas, aumentando o risco de TVP. Especialmente para aqueles com predisposição a problemas circulatórios, como varizes ou obesidade, a atenção a medidas preventivas torna-se crucial.

“Viagem no tempo” ao viajar de avião

Representação de viiagem no tempo
Imagem: Bruce Rolff – Shutterstock

Mas viajar também pode fazer o tempo passar mais lento para você! Em 1971 os Físicos Joseph Hafele (1933-2014) e Richard Keating (1941-2006) deram a volta ao mundo em dois aviões e levaram consigo dois relógios atômicos. Ao fim da viagem, após pousarem, puderam notar que os relógios apresentavam diferenças no tempo que marcavam. Este experimento foi conduzido para testar um dos princípios essenciais da teoria da relatividade de Albert Einstein (1879-1955), que postula que o tempo não é universal.

Conforme a teoria, quanto mais rapidamente você viaja, mais lentamente o tempo transcorre para você. Os resultados revelaram um efeito sutil. Em um voo transatlântico de Londres para Nova York, constatou-se que o relógio a bordo ficaria 10 milionésimos de segundo atrás em comparação com outro deixado em solo firme.

No final das contas, seja atravessando mais lentamente o espaço-tempo, ou sofrendo com um vizinho de cadeira chato, viajar de avião é certamente uma experiência única para todo mundo.