Certamente até o mais cético cientista já olhou para um céu estrelado, contemplando a vastidão do Universo, e se perguntou quantas daquelas estrelas poderiam ter planetas em sua órbita capazes de abrigar a vida. Esta é uma questão fundamental que acompanha a humanidade há séculos, mas só muito recentemente começamos a buscar respostas para ela. Passamos a procurar por planetas fora do nosso Sistema Solar, os chamados “exoplanetas”.

Desde Galileu Galilei, os astrônomos descobrem planetas e corpos menores no Sistema Solar apontando seus telescópios para o céu e buscando por objetos que se movem em frente ao fundo de estrelas. O problema é que encontrar um exoplaneta não é tão “simples” assim. Isso porque, mesmo as estrelas mais próximas estão muito, mas muito distantes mesmo.

Para se ter ideia, observar por telescópio um exoplaneta do tamanho da Terra orbitando Proxima Centauri seria o equivalente a enxergar um grão de areia a 400 km de distância. E para complicar ainda mais o nosso exemplo hipotético, teríamos uma estrela brilhando como uma luz de poste a menos de um metro e meio do nosso grãozinho de areia. E lembre que Proxima Centauri é somente a estrela mais próxima da Terra, com exceção do Sol, é claro.

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