Cerca de quatro milhões de pessoas que desenvolveram doenças relacionadas à emissão de gases poluentes em ambientes domésticos, como a cozinha, faleceram prematuramente. A informação é de uma pesquisa que investigou a qualidade do ar em residências ao redor do mundo.

A partir das descobertas do estudo, foi desenvolvido e lançado um guia de ações que visa reduzir os impactos da poluição emitida dentro de casa na saúde.

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O projeto, traduzido para 17 idiomas, contou com participação do cientista brasileiro Thiago Nogueira, professor do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Acesse a cartilha aqui.

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Como reduzir a poluição na cozinha?

O tipo de combustível, método de cozimento e ventilação são alguns dos fatores que podem afetar a qualidade do ar em sua cozinha. Algumas medidas para reduzir a poluição no ambiente são:

  • Utilizar métodos, como panelas de pressão ou panelas elétricas de arroz, que ajudam a reduzir o tempo de cozimento dos alimentos;
  • Evitar o uso de carvão e querosene, optando por alternativas de combustíveis mais limpos;
  • Abrir janelas e portas durante o preparo de alimentos para garantir que o ar se dissipe para fora do ambiente;
  • Instalar exaustores funcionais ou outras tecnologias de purificação do ar de baixo custo, como a caixa Corsi-Rosenthal.

Confira mais orientações no vídeo abaixo:

Thiago Nogueira explicou, durante episódio do podcast Saúde É Pública, quais são os poluentes emitidos dentro de casa:

A poluição do ar no ambiente doméstico é gerada pelo uso de combustíveis e tecnologias ineficientes dentro ou ao redor da casa e pode conter uma série de poluentes prejudiciais à saúde, como o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio. Ambos são emitidos durante a combustão para o preparo de alimentos ou para a geração de energia doméstica.

Thiago Nogueira, em entrevista ao podcast “Saúde É Pública”

O manual é baseado em pesquisas conduzidas por cientistas de diversos países, que colaboraram nos programas “Engenharia de Ar Limpo para Cidades” (CArE-Cities), “Engenharia de Ar Limpo para Residência” (CArE-Homes) e nos projetos de “Transferência de Conhecimento” e “Aplicação Prática de Pesquisa sobre Qualidade do Ar Interior” (KTP-IAQ).