Pesquisadores buscam desenvolver uma vacina nasal contra a Covid-19 há vários meses (para não dizer anos). E uma tecnologia brasileira está cada vez mais perto de ficar disponível para a população. O imunizante já teve sua eficiência comprovada contra a cepa original e as principais variantes do vírus.

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Eficaz contra a Covid-19

Participam dos trabalhos de desenvolvimento da primeira vacina nasal contra a Covid-19 do Brasil o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Faculdade de Medicina da USP, o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No IMT, foram desenvolvidos todos os experimentos virológicos, inclusive testes sorológicos para anticorpos neutralizantes. No ICB, foram realizados os testes sorológicos. Já na FCF foram realizados os experimentos em animais.

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Além de evitar a questão do medo e desconforto causado pela agulha, o produto ainda realiza a imunização da mucosa. Quando o patógeno entra em contato com uma pessoa já vacinada, a mucosa neutraliza o vírus e impede que ele se propague. 

O imunizante nasal poderá ser usado em pessoas que receberam doses de outros imunizantes. Alguns estudos já mostraram que, no caso do coronavírus, a imunização heteróloga, em que indivíduos recebem vacinas diferentes, é mais eficiente que a homóloga, em que indivíduos recebem a mesma vacina.

Ilustração de vacinas spray
Vacina nasal contra a Covid-19 (Imagem: Shutterstock)

O que falta para liberação do uso?

  • Atualmente, a vacina nasal já foi testada em animais e se mostrou segura e não tóxica.
  • Entretanto, os ensaios clínicos ainda não foram realizados.
  • As fases de implementação do imunizante dependem de instituições interessadas na pesquisa. 
  • Por isso, ainda não há prazo para liberação do uso do produto.
  • As informações são do jornal da USP.