Os óculos inteligentes da Meta em parceria com a Ray-Ban podem representar uma ameaça à privacidade, segundo o colunista Brian X. Chen, do The New York Times.

O dispositivo é equipado com uma luz LED na armação, que indica para os outros quando você está fotografando ou gravando. Se for uma foto, a luz piscará momentaneamente. Caso seja um vídeo, a luz ficará acesa durante a gravação.

Óculos inteligentes da Meta e Ray-Ban
Imagem: Ray-Ban / Divulgação

O recurso é uma tentativa de avisar às pessoas que elas estão sendo fotografadas e gravadas. “Sabemos que se quisermos normalizar os óculos inteligentes na vida cotidiana, a privacidade deve estar em primeiro lugar e ser integrada em tudo o que fazemos”, escreveu a Meta em um comunicado.

No entanto, apesar de a luz indicativa do dispositivo estar ligada, nenhuma pessoa percebeu ou confrontou o jornalista durante os registros feitos em locais públicos.

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Outro ponto negativo levantado pelo repórter diz respeito à perda de foco. Embora os óculos sejam confortáveis, ele se sentiu distraído ao usá-los.

A distração foi percebida não apenas em momentos atípicos, como no trânsito, quando a luz do farol de outros carros provocava um “forte efeito estroboscópico azul pelas lentes dos óculos”. Chen observou também que os óculos atrapalharam a se concentrar durante sua prática comum de escalada e, até mesmo, no dia a dia do trabalho à frente do computador.

Por fim, embora sejam equipados com câmera, alto-falantes e microfones, aparentemente os óculos da Meta “não fazem muita coisa que já não podemos fazer com os telefones”, segundo Chen.

Apesar das críticas, o jornalista pontuou que os óculos foram bem-sucedidos em registrar situações do dia a dia que normalmente seriam difíceis, como: cozinhar e passear com os cachorros.