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O Universo ainda é um mistério para os astrônomos, mas algumas teorias norteiam o que conhecemos espaço afora. Uma delas é que estrelas massivas e com idade de milhões de anos deveriam formar buracos negros quando colapsam, justamente por conta de seu tamanho.
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Agora, pesquisadores descobriram que uma estrela reúne elementos advindos de outra explosão, indicando que a estrela original – batizada de “Barbenheimer” – não seguiu o caminho previsto. Na verdade, ao invés de virar buraco negro, ela formou supernova, explodindo para fora.
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Formação das estrelas
O Live Science explicou o dilema por trás das estrelas:
- Esses corpos celestes formam a maior parte dos elementos do Universo. Depois do Big Bang, há bilhões de anos, o espaço era composto por hidrogênio e hélio, que deram origem às primeiras estrelas;
- No entanto, elas são basicamente “fábrica de elementos”. As estrelas continuam vivas por processo de fusão de átomos em seu interior, que cria diferentes elementos no seu decorrer;
- Quando chega a vez de fundir o ferro, a estrela usa mais energia do que cria… e morre;
- A morte forma uma supernova, explosão que espalha os elementos pesados criados em seu interior para o Espaço. Eles, então, são incorporados por nova geração de estrelas e por aí vai.

Estrela “Barbenheimer”
Conforme os elementos pesados são espalhados no universo e incorporados por outras estrelas, é possível analisá-las para determinar sua história. Foi assim que a “Barbenheimer” foi descoberta.
Primeiro, os pesquisadores descobriram a J0931+0038, estrela gigante vermelha de baixa massa, na região do Espaço conhecido como halo galático. Por lá, vivem outras estrelas antigas.
A primeira visão dela foi em 1999, mas só foi possível capturar seu espectro de luz e desvendar sua composição química em 2019.
A descoberta foi diferente do que se imaginava, algo considerado impossível até ali: ela não tinha grande quantidade de elementos ímpares da tabela periódica (como sódio e alumínio). Ao contrário, era abundante em elementos pesados, como ferro, níquel e zinco. A presença de estrôncio e paládio, que são ainda mais pesados que o ferro, foi ainda maior do que deveria.

De onde vieram os elementos?
Essa foi a grande questão. A presença incomum (que, na teoria, era impossível) só poderia ser uma: veio de explosão de outra estrela, tão grande que deveria ter 50 a 80 vezes a massa do Sol. Essa progenitora foi batizada de “Barbenheimer” e deu origem à J0931+0038.
O acontecimento abala teoria já consolidada da astronomia de que estrelas com tal proporção deveriam impelir e formar um buraco negro, ao invés de explodir em supernovas.
No entanto, por mais impossível que a supernova seria em teoria, tampouco é possível descartá-la. Isso porque, segundo a astrônoma Sanjana Curtis, da Universidade da Califórnia e co-líder da investigação, todo o padrão de elementos encontrados na “filha” parece contraditório e não existe nada que explique de onde eles vieram se não de outra estrela. Os pesquisadores estão à frente de novo dilema sobre o Universo.